SÃO PAULO - O mercado doméstico registrou mais um pregão de forte volatilidade na sexta-feira da semana passada. A bolsa paulista passou por recuperação ao longo do dia, mas fechou a jornada mais uma vez no vermelho.

Já o dólar comercial sustentou queda durante toda a sessão, movido por atuações do Banco Central (BC) e pela decisão da autoridade monetária de fazer leilão de reservas com a condição de que os bancos repassem o dinheiro ao setor produtivo por meio de linhas de exportação. A medida pode equilibrar um pouco a demanda por moeda no curto prazo e evitar a forte valorização observada nas últimas semanas.

O Ibovespa caiu 0,12%, aos 36.399 pontos, depois de oscilar 2.500 pontos entre a máxima e a mínima do dia. O giro financeiro foi de R$ 4,551 bilhões. Depois de passar pela maior alta e também pela maior baixa dos últimos anos na semana passada, o Ibovespa fechou o período com elevação de 2,22%. O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1180 para a compra e R$ 2,12 para a venda, com baixa de 1,98% em relação ao pregão anterior. A queda na semana foi de 8,38%.

A bolsa paulista registrou avanço na maior parte do dia, com poucos momentos de baixa e forte valorização no período da tarde. Mas a incerteza impediu que os investidores passassem o fim de semana com posições compradas em bolsa e, na reta final, prevaleceram as vendas no segmento.

A valorização durante o dia foi acentuada por preços muito baixos de ações e pela recuperação das cotações de petróleo e de metais, que ajudou as ações da Petrobras e da Vale a se recuperarem e puxarem o índice, dado o peso dos papéis no Ibovespa.

Isso não impediu, no entanto, as vendas de última hora. Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN ganhou 3,55%, para R$ 22,99; Vale PNA subiu 3,62%, a R$ 23,15; BM & FBovespa ON teve queda de 2,98%, para R$ 6,50; Bradesco PN se desvalorizou 4,78%, a R$ 23,90; e Vale ON aumentou 3,53%, a R$ 25,20.

No segmento cambial, a moeda americana se depreciou devido ao conjunto de atuações do BC. Analistas acreditam que os leilões à vista, de linha e de swap cambial, aliados às flexibilizações de compulsório, podem ter elevado a liquidez e movido o preço da moeda americana para baixo.

Vale registro também o anúncio do primeiro leilão de reservas, a ser feito hoje, no valor de US$ 2 bilhões, em que os dealers ficam obrigados a repassar o montante às empresas por meio de linhas de exportação.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), os contratos de juros futuros fecharam sem rumo único. Com pouca liquidez, os contratos curtos fecharam com ligeira baixa ou estáveis e os mais longos avançaram, ainda movidos pela aversão a risco dos investidores. O vencimento de janeiro de 2010 caiu 0,02 ponto percentual, a 14,74% ao ano, e o contrato de janeiro de 2012 projetou 15,72% ao ano, com ganho de 0,09 ponto. O vencimento de janeiro de 2009, fechou a 13,94%, estável em relação ao dia anterior.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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