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Mercados: Em pregão de poucos negócios, dólar sobre 0,06%, para R$ 1,574

SÃO PAULO - A moeda norte-americana fechou o dia com leve alta ante o real, tentando recuperar parte das perdas acumuladas na semana passada.

Valor Online |

Depois de um pregão de baixa volatilidade e reduzido volume de negócios, o dólar comercial fechou a segunda-feira, com alta de 0,06%, a R$ 1,572 na compra e R$ 1,574 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) a moeda apresentou valorização de 0,13%, para R$ 1,575. O volume financeiro somou US$ 138,5 milhões, cerca de quatro vezes menor que o observado na sexta-feira. O giro interbancário somou US$ 2,5 bilhões.

Segundo um operador de mercado, o dia foi de poucos negócios devido à ausência de fatos relevantes que pudessem dar um direcionamento à formação da taxa. Sinal disso foi a baixa oscilação da moeda, que variou apenas R$ 0,007 entre a máxima e a mínima do dia.

Ainda de acordo com o operador, pela manhã foi registrada uma significativa entrada de moeda, mas o Banco Central logo enxugou essa liquidez com o leilão de compra no mercado à vista, pagando R$ 1,5742.

Para o especialista, a grande resistência que a taxa enfrenta no patamar de R$ 1,570 deve ser rompida em breve, confirmando a tendência de baixa da moeda.

Segundo ele, a principal fonte de atração de recursos externos continua sendo a já elevada e crescente taxa de juros brasileira. No curto prazo o dólar deve cair mais um pouco, pois a arbitragem segue atraente.

Os agentes também não reagiram aos dados sobre as contas externas brasileiras. Sinal disso, segundo o operador, é que a taxa não mudou de patamar depois que o Banco Central apontou déficit em conta corrente de US$ 2,59 bilhões em junho, o que eleva o resultado negativo do ano para US$ 17,4 bilhões, pior desempenho semestral desde 1947.

As remessas de lucros e dividendos continuam pressionando o desempenho externo do país, assim como o menor saldo comercial. Ainda de acordo com o BC, no semestre, os lucros e dividendos mandados para fora do país somaram US$ 18,99 bilhões. No mês, o montante enviado ao exterior somou US$ 3,39 bilhões. Segundo o especialista, não há surpresa nisso, pois as empresas baseadas aqui continuam mandando recursos para sanar os balanços de suas matrizes no exterior.

Ainda hoje, o BC divulgou que o câmbio contratado pelas instituições financeiras até o dia 24 de julho estava negativo em US$ 2,41 bilhões. A maior demanda por moeda estrangeira levou os bancos a reduzir sua posição comprada de US$ 7,33 bilhões no começo do mês para US$ 3,374 bilhões agora. O saldo reflete a entrada de US$ 1,77 bilhão via conta comercial e a saída de US$ 4,19 bilhões pela conta financeira.

Além do leilão diário para compras no mercado à vista, o BC também efetuou hoje leilão de de swap cambial reverso com posição ativa em variação do câmbio e passiva em juros. A autoridade monetária vendeu 89,8% do lote de 40,2 mil contratos de swap ofertado, assumindo uma posição credora no mercado futuro de US$ 1,707 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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