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Mercados: Em pregão de ajuste, Bovespa cai 2,34% e dólar sobe 1,18%

SÃO PAULO - A primeira etapa dos negócios no mercado financeiro local teve um tom negativo, mas sem exageros. Indicadores ruins, mas na linha das previsões, dão justificativa para um movimento natural de realização de lucros após três dias consecutivos de ampla valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Valor Online |

O dólar opera com volatilidade, mas passou a maior parte da manhã em alta. O movimento se deve ao fluxo para fechamento da Ptax de outubro - taxa de câmbio média das cotações do dólar apurada pelo Banco Central (BC) e ponderada pelo volume de negócios.

Há pouco, a moeda americana avançava 1,18%, cotada a R$ 2,128 para a compra e R$ 2,13 para a venda. Ao longo da manhã, a moeda já oscilou entre a mínima de R$ 2,091 e a máxima de R$ 2,162. Na bolsa paulista, o Ibovespa registra queda de 2,34%, aos 36.572 pontos, com giro financeiro de R$ 1,216 bilhão. Em baixa desde a abertura, o menor patamar registrado até o momento foi de 35.858 pontos.

Para agentes do mercado uma realização de lucro de curto prazo nas bolsas é natural e até bem-vinda, já que permite um ajuste para que seja possível uma recuperação posterior. "Não tem muito espaço para recuperação hoje, mas é bom o que está acontecendo", diz Flávio Serrano, economista-sênior do BES.

Vale notar que, além de ser um pregão de sexta-feira, quando é natural que os investidores prefiram manter cautela para passar pelo fim de semana, a jornada de hoje encerra também o mês. Com elevação de quase 20% na semana, os investidores da bolsa brasileira devem preferir reduzir as perdas do mês com os ganhos dos últimos dias.

Segundo Serrano, há fatores pontuais afetando os negócios também - o fato de a Vale ter anunciado um ajuste de produção por conta do cenário global de crise justifica queda das ações da companhia. Instantes atrás, Vale PNA caía 4,44% (R$ 24,05) e Vale ON declinava 4,60% (R$ 26,50). As ações ON da CSN, que tiveram forte valorização nos últimos dias, também sofriam e declinavam 6,35% (R$ 29,31).

Lá fora, o mercado recebeu o nível de confiança dos consumidores americanos apurado pela Universidade de Michigan, que caiu bastante, de 70,3 em setembro para 57,6 em outubro, mas o resultado está em linha com as previsões de mercado. Já os gastos dos consumidores do país diminuíram 0,3% em setembro, mais do que os 0,2% previsto. Foi a maior baixa em quatro anos.

Em Nova York, os índices já caíram, já se recuperaram, voltaram a operar no vermelho e continuam oscilando. Há pouco, o Dow Jones tinha alta de 0,13% e o Standard & Poor´s 500 cedia 0,16%. Na Ásia, as bolsas também caíram e, na Europa, a indicação é divergente.

O aumento das vendas na bolsa justifica parte do movimento de valorização do dólar comercial frente ao real. Para José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora, a trajetória da divisa está bastante volátil desde cedo, o que reflete um pouco as operações para o fechamento da Ptax.

Com boa parte dos investidores comprados em dólar, o interesse majoritário seria por uma taxa menor, mas o fluxo de compra continua forçando a moeda americana para cima. Hoje, o BC ainda não veio a mercado com leilões à vista e de linha, mas já esta marcado desde ontem a oferta de 30 mil contratos de swap cambial.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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