Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Em linha com o euro e as commodities, real sobe ante dólar

SÃO PAULO - Acompanhando um movimento global de desvalorização, o dólar também perdeu força ante o real nesta terça-feira.

Valor Online |

A venda da moeda se acentuou depois da divulgação dos dados sobre a construção de moradias nos EUA, que atingiu o menor patamar em 17 anos.

Pela manhã, o ambiente era outro, com o dólar subindo forte ante o real depois que a alta na inflação ao produtor trouxe consigo maiores expectativas de elevação de juros nos EUA.

Depois de bater R$ 1,650 na máxima, o dólar comercial fechou negociado a R$ 1,625 na compra e R$ 1,627 na venda, queda de 0,73%. Essa foi a maior queda percentual diária desde 17 de junho.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou queda de 0,79%, e também fechou a R$ 1,627. O volume financeiro somou US$ 146 milhões.

Segundo o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, a taxa de câmbio brasileira reagiu à melhora de cenário para as commodities e para as outras moedas. Em cima disso, quem vinha apostando na alta do dólar teve de desmontar suas posições.

Ainda de acordo com Negrisolo, já foi perceptível uma mudança nas posições compradas, ou seja, os agentes reduziram as apostas de valorização do dólar.

O operador lembra que até a taxa recuperar o R$ 1,60, os agentes estavam vendidos. Depois que o dólar bateu tal patamar de preço, as apostar mudaram para posição comprada, e agora o mercado dá sinais de que voltará a ficar vendido.

Segundo Negrisolo, o que vai determinar o posicionamento dos investidores é o comportamento das commodities, que por sua vez é bastante relacionado ao preço do dólar. E tal relação depende da percepção dos investidores sobre o crescimento econômico.

Um exemplo claro dessa ligação foi o pregão de hoje. A alta da inflação nos EUA levou à expectativa de alta de juros, que fortaleceu o dólar e tirou atratividade das commodities. No entanto, o sinal de fraco crescimento dos EUA minou a expectativa de juros maiores, o que tirou força do dólar e deu fôlego às matérias-primas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG