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Mercados: Em dia de ajuste, Bovespa sobe 2,70% e dólar recua 3,20%

SÃO PAULO - Os mercados globais amanheceram em ritmo de ajuste técnico. Depois de pregões consecutivos de perdas, as bolsas da Ásia tiveram alta e as da Europa e Estados Unidos também sobem, carregando junto a bolsa paulista.

Valor Online |

Nem mesmo dados ruins da economia americana conseguiram inverter a trajetória. Agentes do segmento acreditam que a situação de liquidez começa a melhorar gradualmente, bem como a aversão a risco generalizada.

No segmento cambial, o dólar dá prosseguimento à trajetória de baixa já observada ontem. O Banco Central (BC) ainda não veio a mercado, mas está agendada a oferta de swaps cambiais logo mais, às 13h. Há pouco, o dólar comercial declinava 3,20%, cotado a R$ 2,17 para a compra e R$ 2,1720 para a venda.

Na bolsa paulista, depois de retroceder ontem a patamar de três anos atrás, o Ibovespa subia há pouco 2,70%, aos 30.229 pontos, com giro financeiro de R$ 1,114 bilhão. O índice está desacelerando os ganhos, pois na máxima registrada até o momento chegou a 31.402 pontos. Em Nova York, as bolsas também reduzem a alta - Dow Jones aumentava 1,36% e o S & P 500 ganhava 0,93%.

Flávio Serrano, economista-sênior do BES, avalia que a correção de preços é global e se deve em certa medida à normalização gradual da situação de liquidez. As injeções de capital das economias desenvolvidas começam a funcionar e o nível de confiança nos sistemas financeiros estão se restabelecendo aos poucos. "A taxa Libor continua se ajustando para baixo, ainda de de maneira gradual, o que é um bom indicador de retomada da confiança dos mercados", diz.

Nada garante que tal comportamento se sustente nas próximas horas. A exemplo do que aconteceu ontem, os operadores de "day trade" têm invertido a mão e operado na ponta de venda na reta final dos pregões. Assim, o mais certo é que, mesmo sem razões pontuais para a retomada do otimismo, os mercados passam por ajuste técnico global, mas a volatilidade ainda vem caracterizando as transações.

O analista de um corretora paulista que preferiu não ser identificado afirma que a valorização se estende mesmo após números ruins como o do nível de confiança dos consumidores americanos, que caiu de 61,4 pontos para 38 pontos neste mês, ante expectativa de 52 pontos.

Também as commodities passam por ligeira correção, o que dá impulso adicional à bolsa brasileira, mas é um movimento pontual, pois a tendência para o segmento continua sendo de queda, dada as previsões de desaceleração da atividade no mundo todo.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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