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SÃO PAULO - As bolsas de Nova York fecharam ontem sem tendência definida. Os agentes levaram em conta a avaliação da economia americana trazida pelo Livro Bege, assim como o desempenho positivo do indicador de encomendas à indústria. Na Europa, o desempenho da economia provocou baixa generalizada nos indicadores acionários.

O Dow Jones fechou com ganho de 0,14%, para 11.532 pontos. Já o Standard & Poor´s 500 cedeu 0,20%, para 1.274 pontos. O eletrônico Nasdaq fechou em baixa de 0,66%, aos 2.333 pontos.

As incertezas econômicas voltaram a concentrar os investidores nessa jornada, o que justifica a volatilidade. Se por um lado os agentes mostraram satisfação com o aumento de 1,3% das encomendas à indústria em julho, por outro o Federal Reserve (Fed) voltou a trazer cautela com o seu Livro Bege.

O compilado de informações revelou que o ritmo da atividade econômica nos Estados Unidos foi fraco entre julho e agosto na maioria dos 12 distritos onde o Fed possui unidades regionais. Além disso, continuou a pressão sobre os preços no varejo e a desaceleração do consumo. O compêndio mostrou também que o mercado imobiliário permanece fraco, assim como a demanda por financiamentos habitacionais.

As ações européias recuaram, fechando no menor patamar em uma semana, à medida que fracos dados econômicos na zona do euro alimentaram temores de recessão. O índice FTSEurofirst 300 caiu 1,52%, para 1.181 pontos.

Dados mostraram que a queda dos investimentos e do consumo privado provocaram a primeira contração econômica trimestral já registrada na zona do euro entre abril e junho. As vendas no varejo em julho e um índice sobre o setor de serviços de agosto sinalizaram mais enfraquecimento adiante.

As ações de tecnologia e relacionadas ao consumo perderam terreno, pressionadas por preocupações sobre a perspectiva para a zona do euro. Os papéis da Nokia caíram 4,6%, as da LVMH 2,7%, as da Unilever 3,3% e as da Danone 4,4%.

O ambiente econômico permanece sombrio, especialmente na zona do euro, onde nós estamos recebendo uma enxurrada de notícias negativas. A zona do euro está sofrendo mais com o declínio dos Estados Unidos do que as pessoas esperavam inicialmente , disse Romain Boscher, chefe da área de ações da Groupama Asset Management, em Paris.

A notícia do fechamento de um hedge fund em que o Lehman Brothers tinha participação preocupou os investidores e pesou sobre ações de bancos. Os papéis do BNP Paribas caíram 0,8% e os do Royak Bank of Scotland recuaram 1,7%.

As ações de companhias aéreas figuraram entre as maiores perdas, devolvendo parte dos elevados ganhos recentes. As da British Airways caíram 4%, as da Rynair 3,8% e as da Air France-KLM, 1%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 2,15%, a 5.499 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,78%, para 6.467 pontos. Na bolsa de Paris, o o índice CAC-40 caiu 2,03%, para 4.447 pontos. Em Milão, o Mibtel fechou em baixa de 0,51% (22.360 pontos). O Ibex-35, de Madri, teve queda de 0,46% (11.849 pontos). O PSI20, de Lisboa, caiu 1,08% (8.754 pontos).

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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