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Mercados: Dúvida sobre plano dos EUA persistiu e Bovespa cedeu 3,78%

SÃO PAULO - Uma dúvida de US$ 700 bilhões continuou assombrando os mercados na terça-feira. Os congressistas americanos parecem ter perdido o senso de urgência que demonstravam no fim da semana passada e continuaram discutindo o plano de ajuda ao setor financeiro dos EUA.

Valor Online |

Em discurso no Senado, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, pediram urgência na tramitação do projeto e tentaram colocar pressão sobre os políticos alertando da possibilidade de recessão caso o pacote não seja aprovado.

Também há preocupação com possíveis emendas que venham a distorcer o projeto, com a inclusão de créditos problemáticos de montadoras e empresas de cartão de crédito no plano originalmente desenhado para o resgate de créditos podres relacionados ao setor imobiliário. Também perdura a dúvida sobre como será configurada a operação de compra e qual o preço que o Tesouro pagará pelos ativos ilíquidos.

Com a incerteza predominando, bolsa de valores, dólar e juros futuros relembraram parte do desmanche de posições observado na semana passada.

Depois de um esboço de alta no começo da manhã, as vendas sobressaíram-se na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que já acumula recuo de 6,5% em dois pregões. Além da turbulência externa, a queda no preço das commodities também estimulou as vendas e o Ibovespa fechou a sessão com desvalorização de 3,78%, apontando 49.593 pontos. O giro financeiro foi mesmo da segunda-feira, somando R$ 5,35 bilhões.

No câmbio, o aumento da incerteza leva os agentes a comprar moeda seja no mercado à vista ou no futuro, o que impulsiona a cotação para cima. A constante piora nas contas externas, com aumento no déficit em conta corrente, também contribui para a formação de apostas contra a divisa brasileira.

Ao fim do pregão, a moeda era negociada a R$ 1,829 na compra e R$ 1,831 na venda, alta de 2,17%. Na máxima, o dólar testou R$ 1,853, ou ganho de 3,4%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda aumentou 2,38%, valendo R$ 1,8352. O volume financeiro somou US$ 261 milhões.

Refletindo a instabilidade externa e a apreciação do dólar, os contratos de juros futuros voltaram a apontar para cima na BM & F. No fim da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,07 ponto percentual, a 14,87% ao ano, depois de bater 14,98% na máxima. O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,14 ponto, apontando 14,85%, e Janeiro 2012 projetava 14,72%, aumento de 0,22 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 subiu 0,05 ponto, para 13,65%. Novembro 2008 aumentou 0,05 ponto, a 13,67%. Dezembro de 2008 encerrou com ganho de 0,04 ponto, a 13,87%, e o DI para janeiro de 2009 acumulou 0,05 ponto, fechando a 14,08% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 355.590 contratos, equivalentes a R$ 29,65 bilhões (US$ 16,48 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 199.695 contratos, equivalentes a R$ 16,73 bilhões (US$ 9,30 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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