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Mercados: Dólar volta a fechar abaixo de R$ 1,600, refletindo fluxo positivo de moeda

SÃO PAULO - Depois de dois pregões seguidos de queda, a moeda norte-americana voltou a ser negociada abaixo do patamar de R$ 1,600 nesta segunda-feira. A queda na divisa é atribuída ao fluxo positivo de divisas. E tal movimento está alinhando com o melhor desempenho na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos dias, quando foi verificado um modesto retorno do investidor estrangeiro à ponta compradora.

Valor Online |

Em baixa desde o começo dos negócios, o dólar comercial encerrou a segunda-feira com baixa de 0,49%, transacionado a R$ 1,591 na compra e R$ 1,593 na venda. Desde 30 de junho a divisa não caía abaixo do piso de R$ 1,600.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda encerrou com desvalorização de 0,31%, a R$ 1,5955. O volume financeiro segue baixo, em US$ 264,5 milhões. No interbancário a movimentação foi de US$ 3,2 bilhões.

Segundo o diretor de Câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, a queda na taxa reflete a entrada de dinheiro externo com dois destinos já definidos: a oferta de ações da Vale do Rio Doce, que conduz uma distribuição de ações que pode bater R$ 20 bilhões; e investimento na Bovespa, onde o preço das ações ficou atrativo à compra.

Ainda de acordo com o especialista, agora que o dólar rompeu o R$ 1,600, há certo receio entre os agentes de a taxa cair um pouco mais, testando R$ 1,55.

Apesar da volatilidade dos últimos dias, Rodrigues afirma que a tendência para a moeda norte-americana no curto e médio prazo segue de baixa. Na avaliação do diretor, o diferencial de juros continua bastante atrativo ao capital externo. Também não podemos esquecer que somos grau de investimento. Apesar da nota já estar no preço, isso favorece a entrada de recursos tanto para a bolsa, quando as ações estão com preço baixo, quanto para renda fixa, afirma Rodrigues.

Ainda de acordo com o especialista, o já elevado e crescente juro brasileiro deixa a formação da taxa de câmbio descolada da instabilidade externa, onde as perdas do setor financeiro continuam assombrando os investidores.

Outro ponto defendido por Rodrigues é que mesmo as realizações de lucro na Bovespa não têm resultado em saída integral de recursos do Brasil. Os estrangeiros, segundo ele, ficam posicionados no mercado futuro ou investidos em juros aguardando nova oportunidade de compra de ações.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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