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Mercados: Dólar tem quinto pregão seguido de alta fecha a R$ 1,677

SÃO PAULO - A moeda norte-americana continua ganhando valor ante o real. Em cinco de pregões, o dólar já acumula alta de 3,4%. Apesar da valorização do dólar ser um fenômeno global, operadores acreditam que os agentes estão aproveitando o momento para especular contra a moeda brasileira.

Valor Online |

Depois de cair a R$ 1,660 na mínima, o dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 1,675 na compra e R$ 1,677 na venda, com alta de 0,72%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda fechou com valorização de 0,77%, encerrando a R$ 1,676. O volume financeiro somou US$ 226,75 milhões.

Para o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, a alta do dólar por aqui é influenciada pela correção no preço das commodities no mercado externo.

O operador aponta que não é só por coincidência que desde a quarta-feira passada, quando o principal índice de commodities reverteu para tendência de baixa, o dólar só avançou ante o real.

Dentro desse ambiente, o operador ressalta que os estrangeiros deixaram de carregar posições vendidas em dólar no mercado futuros, ou seja, não estão mais apostando na valorização da moeda brasileira.

Fazendo uma análise global do comportamento do dólar, Negrisolo afirma que a moeda norte-americana já subiu muito sobre o euro e a libra, e que esse movimento de apreciação já estaria perto de um limite.

Para ilustrar sua avaliação, o operador lembra que em pouco mais de dois meses, o dólar já subiu 10% com relação às mínimas registradas desde 2001. Essa avaliação é obtida por meio do Dolar Index, um índice que coloca o preço do dólar contra uma cesta de moedas composta por euro, libra e iene, entre outras.

O especialista lembra também que o dólar levou 7 anos para perder 40% do seu valor e atingir essas mínimas registradas recentemente. Portanto, não é de se imaginar que o dólar vá corrigir os 40% de uma vez só, pondera.

Já a relação entre o real e o dólar está mais dependente do preço das commodities, ressalta Negrissolo, afirmando que teoricamente a taxa já começaria a formar um novo patamar de equilíbrio.

O especialista também lembra que a taxa a R$ 1,70 representa uma importante barreira psicológica que, caso rompida, pode dar início a uma série de operações de hedge cambial.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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