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Mercados: Dólar tem primeira baixa em seis dias e fecha a R$ 1,720

SÃO PAULO - Depois de testar preços não observados em seis meses, a moeda norte-americana perdeu valor ante o real. Os investidores passaram a vender dólares conforme o cenário externo deu sinais de melhora, com as bolsas em Wall Street voltado ao território positivo.

Valor Online |

Depois de bater R$ 1,751 na máxima, a moeda fechou o dia negociada a R$ 1,718 na compra e R$ 1,720 na venda, desvalorização de 0,11%.

No entanto, a moeda acumula alta de 5,2% na semana. Desde a mínima atingida em 1º de agosto, o dólar já subiu 10,32%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda manteve a tendência dos últimos dias e fechou com valorização de 0,12%, a R$ 1,718. O volume financeiro somou US$ 192 milhões, 46% menor do que o registrado ontem. O giro interbancário caiu pela metade em comparação a quinta-feira, somando US$ 3,1 bilhões.

Segundo o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, foi a situação externa que levou ao pânico desta semana, puxando a taxa para preços não observados desde fevereiro. O recuo no final da tarde de hoje não pode ser visto como tendência, apenas um movimento de correção.

De acordo com Medeiros, havia um descasamento grande entre o câmbio contratado e o valor efetivamente exportado pelas empresas. Ao perceber essa vulnerabilidade, as companhias correram para fechar câmbio, temendo que uma disparada mais acentuada da taxa em meio a um ambiente de grande incerteza externa. Grandes empresas compraram milhões de dólares nos últimos dias.

Para o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, a questão principal na relação dólar/real é o comportamento das commodities.

Como a expectativa é de menor crescimento mundial, os preços das matérias-primas tendem a continuar recuando, o que permite visualizar um dólar mais forte nos próximos meses.

Continua a tendência de dólar mais forte. No curto prazo, a taxa está mais para R$ 1,70 a R$ 1,80 do que para voltar a R$ 1,60.

Ainda de acordo com o operador, é visível a atuação do investidor estrangeiro e das pessoas jurídicas no mercado futuro. Esses dois grupos estão com posições compradas, ou seja, apontando na valorização do dólar.

Em âmbito global, Negrisolo afirma que o dólar também segue em trajetória de recuperação, mas que agora, para continuar avançando ante ao euro e a libra, novos eventos teriam de ocorrer para estimular uma nova rodada de compra.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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