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Mercados: Dólar tem novo pregão de alta ante o real e fecha a R$ 1,578

SÃO PAULO - Pelo segundo pregão consecutivo, o dia positivo nos mercados aqui e lá fora não influiu sobre a formação da taxa de câmbio. O dólar voltou a ganhar ante o real, refletindo a redução de posições vendidas no mercado futuro. Ou seja, alguns investidores estão menos confiantes na valorização da moeda brasileira.

Valor Online |

Depois de ensaiar baixa na abertura dos negócios, o dólar comercial fechou o dia com alta de 0,25%, transacionado a R$ 1,576 na compra e R$ 1,578 na venda. Na máxima, a divisa testou R$ 1,583.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) a moeda apresentou leve valorização de 0,06%, para R$ 1,5765. O volume financeiro somou US$ 195,25 milhões, cerca de metade do observado ontem.

Segundo o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, a alta do dólar, hoje, tem pouco a ver com o fluxo de divisas no mercado físico, mas sim com o desmonte de posições vendidas de investidores estrangeiros na BM & F.

Tais operações implicam a compra de moeda na BM & F, pressionando também a formação da taxa no mercado físico, já que a outra ponta, que vende ao estrangeiro na BM & F, são os bancos que operam no mercado físico.

O especialista lembra que os estrangeiros tinham elevado substancialmente suas posições vendidas em julho, para cerca de US$ 8,5 bilhões, de US$ 3 bilhões no encerramento de junho. Desde o final do mês os estrangeiros vem reduzindo suas posições vendidas, diz Nehme, que também afirma que esse movimento de reversão não deve durar muito tempo.

Outro ponto levantado pelo especialista é que os especuladores, que fazem as operações na BM & F forçando a taxa para baixo, também estão mais retraídos, pois o risco de perda com a operação cambial começa a crescer em função do baixo patamar da taxa.

A percepção é de que o especulador prefere manter a taxa de câmbio como fator neutro e ganhar no diferencial de juro. Até então, o investidor tinha um ganho duplo, ou seja, embolsava ao arbitrar a taxa de juros e também lucrava com a desvalorização do dólar. Agora uma dessas variáveis parece ter atingido um limite.

De acordo com Nehme, uma indicação clara de como as operações com derivativos influem no mercado físico pode ser tirada do comportamento do fluxo cambial e do dólar no mês passado.

Em julho, mesmo com fluxo negativo de US$ 2,49 bilhões, o dólar comercial fechou o mês com queda de 2,13%. O que explica esse movimento díspar é o aumento da posição vendida do estrangeiro em mais de US$ 5 bilhões no decorrer do mês.

O movimento na BM & F é mais forte quanto à depreciação do dólar do que a saída efetiva de recursos. Foi o que aconteceu em julho. Temos esse paradoxo de fluxo negativo e o dólar em baixa.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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