SÃO PAULO - Alinhada ao comportamento do dólar no mercado externo e ao pessimismo nos mercados internacionais, a moeda brasileira perdeu valor frente à divisa norte-americana nesta segunda-feira.

Depois de uma tentativa de baixa na abertura dos negócios, as compras se avolumaram e o dólar comercial fechou o dia negociado a R$ 1,631 na compra e R$ 1,633 na venda, valorização de 0,30%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou alta de 0,31%, encerrando também a R$ 1,633. O volume financeiro somou US$ 306,75 milhões.

Segundo o operador da Dascam Corretora de Câmbio, Luiz Fernando Moreira, está difícil prever o comportamento da taxa de câmbio. Para o operador, há uma série de variáveis que podem ser apresentadas para justificar a formação da taxa, mas a mais plausível delas parece ser as operações no mercado futuro.

Para Moreira, os investidores que vinham desmanchando suas posições compradas (aposta contra o real) devem ter parado com tal movimento ou até mesmo voltado a refazer as posições. Tal suposição ajuda a explicar a alta nos últimos dois dias, já que nenhum fluxo expressivo de saída de dólares foi observado.

A piora de cenário externo, onde o setor financeiro dos Estados Unidos continua assombrando os investidores, e a leve alta do dólar ante o euro, também servem de justificativa para a valorização observada hoje.

Ainda de acordo com o operador, no curtíssimo prazo a taxa deve continuar oscilando entre R$ 1,61 e R$ 1,63.

Desde as 17 horas o Banco Central sonda o mercado para avaliar se há demanda para realizar leilão de swap cambial reverso amanhã, dia 26 de agosto. Com a operação, a autoridade monetária pretende rolar os contratos de swap que vencem no dia 1º de setembro de 2008.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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