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Mercados: Dólar tem nova baixa e acumula perda de 1,76% na semana

SÃO PAULO - O comportamento da taxa de câmbio sugere que as posições compradas (apostas contra o real) continuam sendo desmanchadas no mercado futuro. Hoje, a moeda norte-americana registrou o quarto pregão consecutivo de queda ante o real. Desde meados de junho tal seqüência de baixa não era observada.

Valor Online |

Em baixa desde o começo dos negócios, o dólar comercial fechou a quinta-feira valendo R$ 1,609 na compra e R$ 1,611 na venda, queda de 0,55%. Na semana, a divisa acumula perda de 1,76%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou baixa de 0,53%, para R$ 1,610. O volume financeiro somou US$ 264,25 milhões. O giro interbancário foi baixo, cerca de US$ 1,58 bilhão, contra US$ 2,7 bilhões de ontem.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, o mercado global de câmbio passa por uma inversão de apostas em função da indefinição da política monetária norte-americana.

Até o começo da semana, prevalecia a idéia de que a economia dos Estados Unidos teria um desempenho melhor do que as economias da Europa e da Ásia, abrindo a possibilidade de uma alta de juros. Isso promoveu um reajuste de posições, com os agentes vendendo euro e commodities e correndo para o dólar. A aposta era de que o dólar seguiria valorizado e nós não fugíamos à regra.

Agora, essas expectativas se reverteram. É evidente que a crise subprime ainda faz vítimas, principalmente no setor financeiro, onde cresce a preocupação com as constantes baixas contábeis. Economia debilitada e sistema financeiro frágil não permitem alta de juros. Com isso, os investidores fazem o movimento inverso, ou seja, saem do dólar e voltam para o euro e paras as commodities.

Por aqui, indica Galhardo, tal movimento também é válido, com os investidores desfazendo as posições compradas em dólar e retornando parte desse dinheiro para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ou assumindo posições vendidas. A bolsa está com um preço bastante interessante e pode ser o destino desse dinheiro.

Ainda de acordo com Galhardo, as apostas contra o real não tinham muita sustentabilidade, já que o fluxo de recursos segue positivo.

Para o gerente, o dólar pode voltar para baixo de R$ 1,600 no curto prazo, e chegar a bater R$ 1,55 se o cenário atual se mantiver.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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