Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Dólar tem nova alta e já acumula ganho de 6% na semana

SÃO PAULO - O cenário externo pessimista aliado à percepção de forte saída de recursos do mercado brasileiro garantiram um pregão de acentuada valorização no preço da divisa norte-americana, que em três dias já subiu 6% ante o real. Operando em alta desde o começo do pregão, o dólar comercial encerrou o dia 2,92% mais caro, negociado a R$ 2,288 na compra e R$ 2,290 na venda. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 2,88%, finalizando para R$ 2,288.

Valor Online |

O giro financeiro na BM & F ficou em US$ 204,75. O giro interbancário somou US$ 1,37 bilhão.

Pela manhã, o Banco Central tentou conter a alta no preço da divisa ofertando dólares no mercado à vista, mas a pressão de compra prevaleceu. O BC também realizou dois leilões de swap. O primeiro, programado desde ontem, aconteceu por volta das 13 horas, o segundo foi anunciado e realizado por volta das 15 horas. Nas duas operações o BC ofertou e colocou 20 mil contratos com vencimento em janeiro de 2009, movimento mais de US$ 1 bilhão.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, não tem volume de negócio suficiente para justificar uma valorização dessa magnitude na moeda norte-americana.

O especialista aponta que os negócios fechados no mercado físico, hoje, ficaram entre R$ 2,25 - preço de venda do BC - e R$ 2,28, pois acima disso os compradores saíram de cena.

O que explica a valorização, na visão do especialista, são as operação no mercado futuro, que acabam contaminando a formação de preço no mercado à vista. Os investidores seguem formando posições compradas, seja para proteger seus negócios ou para tirar proveito da volatilidade.

Ainda de acordo com Galhardo, a cena externa negativa contribui para o ganho de valor da moeda estrangeira. O especialista aponta que a contaminação da economia real pela crise financeira era o grande temor e o principal alvo das medidas anunciadas pelos governos. "Mas parece que eles chegaram tarde."
Contribuindo para o sentimento negativo do dia, o BC apresentou o fluxo cambial na primeira semana de novembro. O fluxo estava negativo em US$ 656 milhões até o dia 7, resultado de déficit tanto na conta de capital quanto na comercial. Vale lembrar que em outubro o saída de dólares somou US$ 4,639 bilhões, pior resultado desde a maxidesvalorização de janeiro de 1999.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG