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Mercados: Dólar tem maior alta em mais de um ano e supera R$ 1,72

SÃO PAULO - O ambiente global de aversão a risco e a contínua desvalorização das commodities puxou a moeda norte-americana para cima dos R$ 1,72, patamar de preço não registrado desde abril.

Valor Online |

Mais impressionante foi a velocidade da alta. A moeda subiu 2,68% sobre o real nesta quinta-feira, maior ganho diário desde 16 de agosto do ano passado. Ao final do dia, o dólar valia R$ 1,720 na compra e R$ 1,722 na venda.

Em apenas seis dias, a divisa já avançou 6,16% ante o real. No ano, o dólar ainda perde 3% sobre a moeda brasileira, mas um mês atrás, essa baixa era superior a 12%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda fechou com valorização de 2,39%, encerrando a R$ 1,716. O volume financeiro somou US$ 360,5 milhões. O giro interbancário foi elevado e passou de US$ 6 bilhões.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, a formação da taxa refletiu um temor generalizado quanto à economia mundial. O dólar já vinha subindo em cima da desvalorização das commodities e, hoje, o Banco Central Europeus (BCE) acentuou a tese de quadro recessivo ao rever a previsão de Produto Interno Bruto (PIB) para baixo.

No entanto, o especialista lembra que e em dias como o de hoje, o mercado perde um pouco de racionalidade. Além disso, essas bruscas oscilações levam às ordens de stop loss - venda pré-programada quando o ativo atinge um determinado preço.

Apesar da acentuada valorização da moeda, Galhardo ressalta que não foram observadas grandes saídas físicas de dólares, ou seja, o investidor que realiza lucro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ou em operações de renda fixa não remeteu dinheiro para fora.

Para o gerente, esse investidor está comprado em dólar futuro, aproveitando a tendência de curto prazo para apostar contra o real.

Outro ponto a favorecer o aumento na taxa é que o exportador está ausente do mercado, acreditando que a taxa pode subir mais. Por outro lado, os importadores passam a comprar para garantir suas margens caso a moeda norte-americana continue subindo.

Mais um fator a instigar a aposta contra o real são as atuações do Banco Central, que segue tirando liquidez do mercado com seus leilões diários de compra à vista.

Segundo Galhardo, os agentes também teriam antecipado parte da reação aos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos, que serão apresentados amanhã. Um mercado de trabalho forte mostra crescimento da economia dos EUA e pode acalmar os ânimos lá fora, mas um resultado abaixo do esperado pode dar impulso a mais um dia de instabilidade generalizada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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