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Mercados: Dólar sobe pelo sétimo dia e acumula ganho de 3,96% no mês

SÃO PAULO - Com sete pregões consecutivos de alta, a moeda norte-americana passa a acumular elevação de 3,96% no mês de agosto. A valorização da divisa estrangeira segue alinhada ao movimento global de recuperação do dólar. E, internamente, reflete a saída de capitais do mercado brasileiro via remessas de lucros e dividendos.

Valor Online |

Na terça-feira, o dólar comercial subiu 0,55% ante o real, fechando a R$ 1,623 na compra e R$ 1,625 na venda. Desde a mínima de R$ 1,559 a moeda já ganhou 4,23%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) a moeda apresentou valorização de 0,68%, encerrando também a R$ 1,625. O volume financeiro somou US$ 288,75.

Segundo a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares, a formação da taxa de câmbio aqui e lá fora segue uma mudança recente com relação à expectativa de juros nos Estados Unidos e na Europa.

Os investidores passaram a acreditar que a Zona do Euro vai ter seu ritmo de atividade enfraquecido, impedindo um ajuste de taxa, enquanto nos Estados Unidos, a economia dá sinais de melhora. Dentro desse contexto, naturalmente o dólar se fortaleceu e as commodities caíram.

De acordo com Miriam, todo o processo iniciado em setembro do ano passado, com o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), cortando os juros, está sendo revertido.

A diretora lembra que a queda nos juros norte-americanos enfraqueceu o dólar e as commodities subiram, com os investidores buscando proteção em ativos reais. Além disso, havia a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) continuaria subindo os juros.

Segundo a especialista, o que traria surpresa é um ajuste muito superior ao já observado até o momento. O dólar não teria tanto espaço para ganhar ante o euro e as commodities encontram sustentação na aquecida demanda asiática.

Trazendo tal panorama para o Brasil, Miriam acredita que o saque de recursos do país também tem um limite. O panorama macroeconômico do país não mudou e o saldo comercial segue positivo.

Além disso, pela conta financeira, a elevada taxa de juros oferecida pelo Brasil mantém atrativas as operações de renda fixa. E na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) as empresas apresentam sólidos resultados.

A volatilidade deve continuar, mas os fundamentos voltarão a prevalecer e o Brasil está bem posicionado. É natural que o dólar fique em R$ 1,65 e até R$ 1,68. Isso ainda mostra o real bastante valorizado com relação às paridades de outras moedas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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