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Mercados: Dólar sobe apesar do ingresso de moeda estrangeira

SÃO PAULO - A moeda norte-americana ganhou valor ante o real, recuperando parte das perdas da semana passada, quando testou mínimas em mais de nove anos abaixo do patamar de R$ 1,560.

Valor Online |

Depois de bater R$ 1,571 na máxima, as compras perderam força, mas ainda assim o dólar comercial fechou o dia com alta de 0,19%, valendo R$ 1,560 na compra e R$ 1,562 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou valorização de 0,21%, para R$ 1,5624. O volume financeiro somou US$ 532,25 milhões. O giro interbancário foi seguiu elevado, mais de US$ 3,4 bilhões.

Segundo o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, a moeda deveria ter caído hoje devido ao ingresso de uma grande soma de recursos estrangeiros para investimento em renda fixa.

O valor de tal aporte, segundo fontes do mercado, seria de US$ 2 bilhões, mas não foi identificado o remetente. O rumor que corria nas mesas é que seria um grande fundo estrangeiro.

Segundo Rodrigues, o que segurou o preço do dólar mesmo com a entrada, foram as dúvidas quanto à reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que amanhã apresenta sua decisão sobre a taxa de juros.

As expectativas apontam para a estabilidade do juro básico em 2% ao ano. O foco fica voltado para o comunicado apresentado junto com a decisão, onde o Fed apresenta sua avaliação do cenário de inflação e atividade.

Há divergência entre os analistas, pois parte aposta em uma indicação de alta de juros, e outra sugere que o viés fica entra a estabilidade e mais um corte na taxa básica, como forma de estimular a economia e prover recursos ao setor financeiro, que ainda amarga perdas bilionárias com o crédito subprime.

Ainda de acordo com Rodrigues, as acentuadas baixas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que é negociada no menor patamar de preço em seis meses, e os saques de investidores estrangeiros, que ultrapassaram R$ 7 bilhões em julho, não têm se traduzido em remessas. O diretor ressalta que é visível o posicionamento do não residente em dólar futuro e taxas de juros.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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