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Mercados: Dólar sobe 4% e fecha a R$ 2,205 indiferente à atuação do BC

SÃO PAULO - Dois leilões no mercado à vista e um de swap não impediram que a moeda norte-americana registrasse o maior ganho diário das últimas duas semanas ante o real. O dólar encerrou a quinta-feira com alta de 4,05%, negociado a R$ 2,203 na compra e R$ 2,205 na venda. Na máxima, a divisa testou R$ 2,224.

Valor Online |

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda apresentou valorização de 4,08%, para R$ 2,2045. O giro na bolsa ficou em US$ 170,5 milhões.

Pela manhã, o BC fez sua primeira atuação vendendo moeda à vista a R$ 2,146, mas ainda assim as compras de dólar se acentuaram. No final da tarde, quando a moeda beirou os 5% de valorização, o BC atuou novamente, vendendo divisa a R$ 2,2015.

Além disso, conforme anunciado ontem, ocorreu o leilão de swap. Pouco mais de 8,6 mil contratos foram comprados de um total de 10 mil ofertados. A operação movimentou US$ 926,9 milhões.

Para o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, depois do recuo de preços observado nos últimos dias, o dólar retoma sua trajetória natural de valorização.

"A tendência é de alta. Mesmo que o pior da crise tenha passado, o mercado ainda é pessimista", resume o operador.

Negrisolo também aponta que o dólar passa por uma recuperação global de preço, ganhando sobre euro e outras divisas dada a expectativa de queda ainda maior nas taxas de juros mundiais.

Hoje, o Banco da Inglaterra cortou a taxa em 1,5 ponto percentual para 3% ao ano e o Banco Central Europeu (BCE) reduziu o custo do dinheiro para 3,25%, de 3,75%.

Conforme cresce o temor com uma recessão global, o preço das commodities desaba, o que dá ainda mais fôlego para o dólar. Negrisolo aponta que pela primeira vez em mais de um ano os grandes fundos de hedge estão vendidos em petróleo, ou seja, apostando na queda de preço da matéria-prima. "Os mesmos fundos que levaram o mercado para Lua vão levar os preços para o fundo do poço."
No curtíssimo prazo, o operador aponta que o dólar não deve ficar abaixo de R$ 2,05 a R$ 2,07.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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