Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Dólar sobe 0,95% e acumula alta de 22,22% no mês

SÃO PAULO - O dólar comercial resistiu em alta, mesmo com a insistente atuação do Banco Central para atender a demanda por moeda. A valorização do dólar foi movimento notado em outras praças.

Valor Online |

Além do euro e da libra terem sofrido, também caíram outras moedas de países emergentes. A sinalização é de continuidade da aversão a risco, tendo em vista as previsões de recessão nas principais economias do mundo.

O dólar comercial reduziu a variação de alta desde que o BC começou a atuar na ponta de venda. Além de colocar US$ 2,457 bilhões em swap cambial, a autoridade monetária fez também dois leilões de venda à vista, com taxa de corte a R$ 2,35 pela manhã e de R$ 2,3040 nesta tarde. A moeda fechou em alta de 0,95%, cotada a R$ 2,3250 para a compra e R$ 2,3270 para a venda.

Na máxima do dia, registrada pela manhã, a divisa foi vendida a R$ 2,40, com alta de 4,12%. No acumulado desta semana, o dólar comercial subiu 9,76%. No mês, a divisa soma valorização de 22,22%, variação que chega a 30,95% no acumulado do ano.

No entendimento dos analistas, assim como aconteceu nos últimos três dias, o medo de recessão nos países desenvolvidos tem promovido uma fuga de investidores estrangeiros de mercados de países emergentes. A saída desses investidores afeta não só o mercado acionário, mas também as moedas, especialmente a brasileira, que por muito tempo foi favorecida pelo fluxo contínuo positivo de investidores internacionais.

Para Vanderley Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, ainda assim o segmento cambial está um pouco mais equilibrado que os demais, como o acionário e de contratos de juros no mercado futuro. A moeda mostra melhor resposta aos instrumentos de liquidez que estão sendo usados pelo Banco Central desde ontem, quando o BC avisou que está disposto a colocar no mercado até US$ 50 bilhões em swap cambial, caso seja necessário.

"Desde ontem as oscilações estão menos drásticas, em comparação com o que ocorre em bolsa. Além disso, a moeda americana está em alta ante todas as demais, sobretudo euro e libra", diz Arruda. A perspectiva, portanto, é de que a cotação da divisa continue tendo como orientador o volume de ofertas que o BC está disposto a fazer.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG