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Mercados: Dólar reverte alta e fecha a R$ 1,632, queda de 0,06%

SÃO PAULO - Na última meia hora de pregão, a moeda norte-americana devolveu os ganhos do dia, mas não teve força para se distanciar muito do patamar de R$ 1,630.

Valor Online |

Depois de subir a R$ 1,647 na máxima, o dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 1,630 na compra e R$ 1,632 na venda, leve baixa de 0,06%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou queda de 0,09%, encerrando a R$ 1,6315. O volume financeiro somou US$ 184,5 milhões, baixa de 40% sobre o registrado ontem.

Segundo o analista de câmbio da Liquidez Corretora, Mário Paiva, a divisa norte-americana enfrenta grande resistência no patamar de R$ 1,650. Toda vez que a taxa se aproxima de tal patamar aparecem os vendedores, pressionando o preço para baixo.

Por outro lado, o dólar segue forte no mercado externo, o que limita uma queda mais pronunciada na cotação da moeda por aqui. Hoje, mesmo com o petróleo e algumas commodities em alta, a divisa norte-americana avançou ante o euro. Normalmente, quando as matérias-primas sobem, o dólar perde força.

Ainda hoje, os agentes assimilaram a ata referente à reunião do dia 5 de agosto do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, quando o colegiado optou manter a taxa básica estável em 2% ao ano.

O ponto mais destacado do documento foi a sinalização sobre uma alta na taxa básica de juros para conter a inflação. Por outro lado, os membros se mostraram preocupados com o ritmo de crescimento da economia, que deve continuar baixo até o terceiro trimestre de 2009.

Na avaliação de Paiva, mesmo com a economia perdendo dinamismo, o Fed deverá optar por uma elevação na taxa básica de juros, contendo assim o risco inflacionário e dando fôlego maior para o dólar.

Enquanto persistem as incertezas quanto ao rumo dos juros, a formação da taxa de câmbio continuará bastante volátil. Ainda de acordo com Paiva, os fantasmas que assolam o mercado agora são os mesmos de um ano atrás: o tamanho das baixas contábeis e a possibilidade de recessão nos EUA. Os problemas latentes há seis meses estão se consolidando hoje. A volatilidade vai imperar no mercado.

Esse cenário de incerteza aumenta consideravelmente a aversão ao risco, algo evidenciado, segundo o especialista, pela recente alta na taxa de retorno dos títulos da dívida norte-americana. Quando o dinheiro migra para a renda fixa, é uma medida preventiva. Isso é um sinal de que não perder já é uma vitória.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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