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Mercados: Dólar resiste ao BC e sobe 5,27%; alta no mês já supera 21%

SÃO PAULO - Tamanho foi o pânico no mercado de câmbio nesta jornada que as quatro atuações do Banco Central no mercado foram insuficientes para fazer com que a moeda retrocedesse. Consolidados os dados, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,312 na compra e R$ 2,314 na venda, alta de 5,27%.

Valor Online |

Na semana, a divisa acumula valorização de 13,10%, com aumento total de 21,53% nos oito pregões do mês de outubro. No ano, a moeda já acumula aumento de 30,22%.

As negociações amanheceram tensas lá fora, com forte aversão a risco em países emergentes. A ameaça de que a General Motors teria rebaixamento da nota de crédito espalhou pânico na noite de quinta-feira em Wall Street e contaminou todos os mercados na sexta-feira. As expectativas com a reunião do G7 e rumores de quebra do Morgan Stanley também somaram razões para o retorno do caos.

O Banco Central agiu rápido e vendeu moeda R$ 2,2750 às 10h43, com pouco efeito para o avanço do dólar. Na hora do almoço, a autoridade monetária cumpriu o leilão de swap que estava programado para as 13h e colocou contratos no montante de R$ 589 milhões. A divisa americana acentuou a valorização para mais de 5% e às 15h41 o BC fez a segunda intervenção no mercado a vista, com taxa de corte de R$ 2,3110. A cotação do dólar não se moveu e persistiu a alta de 5,36%, sem alteração.

Quando o pregão já estava praticamente fechado, às 16h11, o BC surpreendeu e voltou a ofertar moeda, dessa vez a preço de R$ 2,318. Como as operações já estavam fechadas, o ajuste final teve pouca alteração, levando o dólar a fechar com alta de 5,27%.

Luiz Fernando Moreira, da Dascam Corretora, acredita que a decisão do BC de realizar o terceiro leilão à vista no fim dos negócios pode ter sido movida pela piora do mercado depois do almoço, devido a rumores de quebra do Morgan Stanley. "Ele pode ter decidido colocar mais liquidez para evitar uma alta brutal na abertura de segunda-feira", diz.

Outros agentes avaliam que a oferta pode ter sido justificada por alguma demanda específica de alguns dealers, em alguma grande operação de última hora.

Alex Agostini, da Austin Ratings, acredita que é possível que o Banco Central tenha atuado para evitar que as notícias de fim de semana resultem em alta muito forte na retomada de segunda-feira.

Seja como for, o consenso é de que interessa ao BC surpreender o mercado e evitar que suas atuações sejam previsíveis. A imprevisibilidade é parte do sucesso para que as operações de venda tenham promovam o reequilíbrio do preço da divisa. Hoje o BC veio a mercado informar que não há limite para suas intervenções no câmbio.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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