SÃO PAULO - Em movimento contrário ao de ontem, quando caiu mais de 2%, hoje a moeda americana fechou com ligeira alta. Com forte volatilidade, o pregão teve como influência as baixas nos mercados acionários daqui, dos Estados Unidos e da Europa.

Leilões de linha e de swap cambial feitos pelo Banco Central (BC) tiveram efeito pontual ao longo do dia.

Após ajustes, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,117 na compra e R$ 2,119 na venda, alta de 0,33%. Entre a máxima e a mínima, a divisa oscilou de R$ 2,099 a R$ 2,139. O giro interbancário chegou a US$ 2,168 bilhões. Ontem a divisa havia caído 2,58%.

Embora o comportamento da moeda americana tenha sido volátil nesta jornada, houve predomínio da trajetória de valorização. Depois da forte baixa de ontem, hoje os mercados como um todo aproveitaram para realizar lucros, o que acabou afetando o rumo da moeda.

O BC veio a mercado e vendeu US$ 475,6 milhões em swap cambial. Já o novo leilão de linha anunciado ontem pela autoridade monetária, com garantia de papéis como Adiamento de Contratos de Câmbio (ACC) e Adiantamento Sobre Cambiais Entregues (ACE), não teve o resultado divulgado ainda. A operação ocorreu das 12h às 12h30 e envolveu oferta de US$ 2 bilhões, com vencimento de recompra em maio do ano que vem.

Paulo Petrassi, sócio gestor da Leme Investimentos, diz que o instrumento é positivo e necessário, mas não tem poder suficiente para alterar a cotação da moeda. "Hoje o que vimos (na moeda) foi resultado da reprecificação dos ativos globais após a eleição americana", avalia.

Após a zeragem de exposição cambial em derivativos por parte da Aracruz, restam incertezas sobre outras companhias com necessidade de divisa. Segundo João Medeiros, diretor de câmbio da Pionner, há atualmente um nível de resistência da moeda, situado em R$ 2,10. Quando chega nesse patamar, o dólar atrai muitos compradores, o que desencadeia novas altas da divisa.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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