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SÃO PAULO - A moeda norte-americana encerrou a quarta-feira em alta contra o real, recuperando parte da perda de 1,49% acumulada nos últimos três dias. No entanto, a divisa segue abaixo do patamar de R$ 1,60.

Depois de testar R$ 1,586 na mínima, o dólar comercial fechou com alta de 0,56%, a R$ 1,594 na compra e R$ 1,596 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda encerrou com valorização de 0,60%, negociada a R$ 1,5965. O volume financeiro somou US$ 358,25 milhões.

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo, a formação da taxa de câmbio acabou acompanhando a valorização do dólar no mercado externo. Além disso, sempre que a moeda estrangeira perde valor de forma acentuada, o mercado passa por um ajuste técnico.

Segundo o gerente, a taxa abaixo de R$ 1,590, como observada ontem, chama os importadores para o mercado, que fecham o câmbio mesmo se o pagamento efetivo da operação não for imediato.

De acordo com o especialista, não foi observada nenhuma saída expressiva de moeda hoje, e as mesas de operação seguem na expectativa da entrada de cerca de US$ 10 bilhões, sendo mais de US$ 3 bilhões para a conta de Eike Batista - pagamento da parcela da MMX vendida à Anglo American - e o restante referente à oferta de ações da Vale do Rio Doce.

Ontem, corria pelas mesas que os dólares de Batista já teriam entrado no mercado e o BC comprado praticamente tudo em seu leilão no mercado à vista. No entanto tal hipótese só poderá ser confirmada amanhã, quando as compras da terça-feira são computadas nas reservas da autoridade monetária.

Ainda de acordo com Galhardo, os saques de recursos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que já perdeu mais de R$ 3 bilhões em julho, não se traduziram em remessas. Segundo o gerente, o estrangeiro realiza o ganho com as ações e investe o dinheiro em juros ou dólar futuro. O investidor tem confiança na economia, os fundamentos não mudaram e existe a possibilidade de aumento no diferencial de juros. É tudo que o ele quer.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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