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Mercados: Dólar ignora leilões e medidas e fecha em acima de R$ 2,30

SÃO PAULO - As transações no câmbio doméstico continuaram comprometidas pela crise de confiança e pela falta de liquidez. Depois de ter avançado mais de 7% ontem, a moeda americana fechou o pregão de hoje com valorização de 5,14%, cotada a R$ 2,309 para compra e R$ 2,311 para a venda, perto da máxima de R$ 2,3130.

Valor Online |

É o valor é o maior desde 13 de junho de 2006. No mês, a moeda já acumula uma valorização de 21,38%.

Esperava-se, no começo do pregão, que a divisa reagisse positivamente às medidas definidas ontem pelo governo, para ajudar a liquidez dos bancos com reservas internacionais e garantir que os exportadores continuem sendo financiados. Mas a reação foi pequena e durou pouco. Na mínima do dia, a moeda foi negociada a R$ 2,1769.

Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, afirma que ainda que as medidas do governo sejam positivas, os agentes estão lidando com falta de dinheiro gerada por crise de confiança. Além disso, pelo lado especulativo, as apostas estão contra o real.

As iniciativas do Banco Central, com os leilões de swap e de linha também não surtiram efeito significativo, porque a demanda é alta, mas por recursos a vista. Assim, o BC não vendeu integralmente o lote de swap cambial ofertado pela manhã, de US$ 1,370 bilhão e colocou apenas US$ 700 milhões do total de US$ 1 bilhão dos dólares de recompra ofertados com vencimento até janeiro.

"As pessoas primeiro vão querer ver se funciona a injeção das reservas para aumento de linhas", diz Battistel, avaliando que a médio prazo o uso das reservas vai colocar a moeda no eixo, mas por enquanto a volatilidade deve se sustentar.

Analistas afirmam ainda que a reversão da moeda é dificultada pela necessidade das empresas expostas em câmbio, que precisam gerar posições e demandam muita moeda para pagar seus compromissos com bancos.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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