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Mercados: Dólar fecha em baixa de 2,49% mesmo com ação modesta do BC

SÃO PAULO - A redução do estresse externo deu grande contribuição nesta jornada para uma nova baixa do dólar. A moeda sustentou desvalorização frente ao real, mesmo com a pequena participação do Banco Central nos negócios.

Valor Online |

A sinalização dos bancos a respeito do tamanho dos compromissos das empresas com derivativos cambiais também reduziu o viés especulativo no mercado futuro e contribuiu para o movimento de adequação do preço da divisa.

Após ajuste, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,186 na compra e R$ 2,188 na venda, queda de 2,49%. Na mínima do dia, a moeda chegou a cair 4,32% para R$ 2,147. O giro interbancário foi de R$ 2,5 bilhões. Na roda de dólar pronto da Bolsa de mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa fechou negociada a R$ 2,185, com queda de 2,63%. O giro financeiro foi de US$ 135,5 milhões.

Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, lembra, no entanto, que o volume de negócios hoje foi pequeno comparativamente a outros dias, quando o Banco Central atuou com mais vigor. Hoje a autoridade monetária realizou apenas uma oferta de swap cambial, agendada desde ontem, com colocação parcial de contratos, no valor de US$ 497,6 milhões.

"Em dias mais calmos a tendência do BC é de atuar pouco e guardar munição para os dias em que houver estresse maior", diz Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management. Segundo ele a volatilidade deve continua ainda acentuada, muitas vezes sem razão aparente, com base em dados de curto prazo, devido ao preço baixo dos ativos. Assim, qualquer movimento de compra e venda acaba criando variações drásticas.

Outro aspecto importante de pressão local da moeda, que era o temor de grandes exposições de empresas privadas em derivativos cambiais, diminuiu um pouco após os maiores bancos brasileiros informarem se têm e qual o volume de compromissos desse tipo que companhias locais teriam com as instituições.

"A expectativa de que as empresas estavam muito comprometidas gerou um movimento de manada. A divulgação dos números e a aparente busca de soluções para pagamento dá uma acalmada no mercado", diz Horstmann.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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