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Mercados: Dólar fecha em baixa de 2% em mais um dia de recuperação

SÃO PAULO - Com a ajuda do cenário internacional o Banco Central continuou se mantendo afastado do mercado à vista de dólar sem, com isso, gerar pressão de alta para a moeda americana. A retomada do ânimo externo ganhou corpo ontem, com melhora da liquidez e redução da aversão a risco.

Valor Online |

A expectativa de corte de juro nos EUA, confirmada há pouco pelo Federal Reserve (Fed), também amparou a recuperação das moedas em várias praças cambiais, incluindo o Brasil.

Após o ajuste, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,141 para a compra e R$ 2,143 para a venda, com baixa de 2,05% em relação ao pregão anterior. O giro interbancário foi mais significativo nesta jornada e somou US$ 4,710 bilhões, mesmo sem ofertas à vista por parte do Banco Central. Desde segunda feira a moeda acumula queda de 7,91%, mas no mês a valorização ainda é de 12,55%.

Analistas de mercado acreditam que a moeda brasileira está sendo favorecida pelo movimento global de diminuição do caos financeiro. A retomada de um nível de normalidade vem sendo sentido gradualmente desde segunda-feira, quando o BC diminuiu significativamente sua participação no mercado à vista.

Hoje a atuação da autoridade monetária se resumiu a dois leilões consecutivos de swap cambial, com colocação de US$ 1,084 bilhões em contratos com três vencimentos distintos em 2009. Na avaliação dos agentes, o BC continua atuando como um player, oferecendo recursos quando percebe que há empoçamento de liquidez e dificuldade do mercado de comprar livremente. Sem essa necessidade, o comportamento do BC tende a ser discreto.

Outro aspecto apontado por um diretor de câmbio de uma corretora carioca é o fato de ter diminuído a incerteza associada à alavancagem dos bancos e do setor privado em instrumentos derivativos de câmbio. Nesta semana todos os grandes bancos vieram a mercado prestar contas do tipo, o que deixou os agentes mais calmos. Isso retirou uma variável especulativa no mercado futuro de dólar, tirando também uma pressão adicional das negociações de balcão.

Para João Medeiros, diretor de câmbio da Pionner, as expectativas quanto à redução de juros no exterior também favorece a valorização do real em relação ao dólar. Tal decisão pode devolver parte dos dólares de investidores que deixaram o país na última semana, graças a retornos maiores em países emergentes. Quando a decisão saiu, às 16h15, o câmbio já estava praticamente fechado, com queda de 2,19%.

Como fator pontual para a moeda hoje, o mercado continuou fazendo apostas mistas para a decisão do Banco Central brasileiro sobre o juro doméstico. Boa parte do mercado vê a necessidade de interrupção da alta do juro, a fim de evitar desaceleração acentuada da economia local. Outros economistas, no entanto, encaram o risco inflacionário do dólar mais caro como um fator a ser enfrentado com uma taxa Selic maior.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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