SÃO PAULO - A moeda norte-americana ensaiou um pregão de alta ante o real, mas os ganhos do dia foram pouco expressivos frente à queda de 2,13% acumulada no mês de julho. Com mais um mês de baixa, a desvalorização acumulada no ano sobe para 12,04%.

Depois de cair a R$ 1,556 na mínima do pregão, o dólar comercial fechou o dia com leve alta de 0,06%, aos R$ 1,561 na compra e R$ 1,563 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF) a moeda apresentou valorização de 0,03%, para R$ 1,561. O volume financeiro somou US$ 425,75.

Segundo o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, o mercado de câmbio passou por uma correção técnica hoje depois das mínimas registradas na terça e quarta-feira.

Ainda de acordo com o operador, a briga entre comprados e vendidos para a rolagem de posições futuras devido ao encerramento do mês também garantiu certa volatilidade durante o dia.

Para Negrisolo, a tendência da moeda norte-americana continua sendo de baixa. E tal ciclo de queda só será desmontado quando o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, passar a subir a taxa básica dos Estados Unidos.

Quanto mais o Fed demorar para subir os juros, mais o dólar perde valor, resume o especialista.

Semana que vem o Fed apresenta sua decisão de política monetária e a precificação do mercado de juros dos EUA aponta para 93% de chance de estabilidade do juro básico em 2% ao ano.

Segundo o operador, a formação do câmbio continua distorcida pelo elevado diferencial de juros, passando longe de alguns fundamentos, como conta corrente negativa e menor saldo comercial, que favoreceriam a valorização da moeda estrangeira. O problema é que quanto mais a moeda vai na contramão dos fundamentos, o ajuste, quando for realizado, pode ser bastante forte.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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