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Mercados: Dólar fecha em alta de 0,23%, cotado a R$ 2,1250

SÃO PAULO - O dólar comercial reduziu a alta no ajuste final das operações desta segunda-feira e fechou com valorização de 0,23%, cotado a R$ 2,1230 para a compra e R$ 2,1250 para a venda. Agentes do segmento afirmam que a inversão de rumo da moeda, que operou em baixa a maior parte do dia, se deve a operações de compra no mercado futuro, que acabaram pressionando também as operações no mercado à vista.

Valor Online |

O giro interbancário movimentou US$ 2,1 bilhões, em um pregão em que a divisa oscilou entre a mínima de R$ 2,0820 e a máxima de R$ 2,1370. O Banco Central continuou com suas operações de injeção de liquidez. Fez um leilão de swap cambial, com venda integral de um lote de US$ 789 milhões e oferta de dólar no mercado pronto com taxa de corte no valor de 2,1210.

A essa altura a divisa já operava com ligeira elevação, movida pela alta dos contratos futuros de dólar. O contrato com vencimento em novembro na BM & F fechou com ganho de 0,30%, a R$ 2,127. Segundo Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, a mudança de rumo veio após o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed).

Segundo o dirigente, os planos de socorro ao sistema bancário devem surtir efeito e ele vê a necessidade também de um novo plano de incentivo fiscal que permita aos americanos continuarem a impulsionar a economia pelo consumo, evitando assim uma recessão.

Na avaliação de Arruda, o mercado passou a apostar a favor do dólar, tendo em perspectiva a recuperação da economia americana. Assim, o leilão compromissado do BC, feito entre 16h e 17h teve pouco efeito sobre as cotações. A contribuição, se é que existiu, foi com uma parcela de incerteza sobre a demanda dos bancos na operação.

Esse foi o primeiro leilão de reservas do BC cujos recursos devem ser repassados pelos bancos para linhas de exportação. Do total de US$ 2 bilhões, o mercado absorveu US$ 1,62 bilhão. O resultado deve interferir no desempenho da moeda na abertura do pregão de amanhã.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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