Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Dólar fecha em alta à espera de votação nos EUA

SÃO PAULO - A formação da taxa de câmbio continua atrelada ao noticiário externo, onde a cautela deu o tom dos negócios depois da euforia da terça-feira. Os investidores aguardam a votação do pacote de resgate do sistema financeiro dos EUA pelos senadores norte-americanos.

Valor Online |

No decorrer da tarde o humor melhorou um pouco, reduzindo o ritmo de compra, mas ainda assim o dólar fechou o dia com alta de 1,10%, negociado a R$ 1,923 na compra e R$ 1,925 na venda. Na máxima, a divisa bateu R$ 1,946.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou valorização de 1,08%, para R$ 1,9245. O volume financeiro somou US$ 385,75 milhões.

Segundo o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, o pregão de hoje foi pouco movimentado, com os investidores esperando as definições políticas nos Estados Unidos. Sinal claro da cautela dos agentes foi o giro interbancário de apenas US$ 1,2 bilhão, montante três vezes menor que o observado na terça-feira.

Na avaliação do especialista, mesmo que o senado e a câmara dos deputados aprovem o plano de US$ 700 bilhões, isso não quer dizer alívio imediato para os mercados de crédito. Para Batistel, os bancos devem primeiro cobrir seus prejuízos para depois voltar a emprestar.

Por essa razão, o especialista prevê que a dificuldade em conseguir linhas de crédito para a exportação deve perdurar por mais algum tempo. "Se o banco tem linha, ela está bastante cara, de três a quatro vezes o que a empresa estava acostumada a pagar. Isso inviabiliza a exportação", exemplifica.

Para o gerente, a melhor forma de lidar com essa escassez de crédito externo seria o Banco Central efetuar mais leilões de linha, com oferta dólares no mercado à vista e compromisso de recompra no futuro. A autoridade monetária já fez duas dessas operações, ofertando, no total, US$ 1 bilhão com dois prazos diferentes.

Avaliando o preço da moeda, Batistel acredita que a instabilidade externa e a demora no restabelecimento das condições de liquidez e confiança dos agentes devem segurar o dólar em patamar elevado.

No entanto, não é possível descartar que boa parte da valorização da moeda tenha caráter especulativo, visão reforçada pelos dados apresentados pelo Banco Central hoje sobre a entrada e saída de dólares do país. Até o dia 26 de setembro, o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,74 bilhões, ou seja, não faltava moeda no mercado. Vale lembra que o dólar comercial fechou setembro com alta 16,45% ante o real.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG