Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Dólar fecha a R$ 1,620 e marca terceiro pregão de baixa

SÃO PAULO - A tendência de valorização do dólar parece perder força no mercado brasileiro. Com três dias consecutivos de baixa, crescem os indicativos de desmonte de posições compradas. Ou seja, os investidores estão menos crentes na queda do real.

Valor Online |

Depois de cair a R$ 1,616 na mínima, o dólar comercial encerrou o dia negociado a R$ 1,618 na compra e R$ 1,620 na venda, queda de 0,43%. No mês, a moeda ainda acumula valorização de 3,64%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou baixa de 0,52%, também para R$ 1,6185. O volume financeiro somou US$ 208,5 milhões, montante 42% maior que o observado ontem.

Segundo o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, os dados sobre o fluxo cambial parcial, apresentados hoje pelo Banco Central, evidenciam que a valorização do dólar em agosto é um movimento especulativo, reflexo das operações no mercado futuro.

De acordo com o BC, o saldo cambial até o dia 15 estava positivo em R$ 3,74 bilhões, enquanto o dólar subiu 4,9% ante o real. O que explica o ganho de valor do dólar mesmo com uma grande oferta de moeda no mercado é o aumento nas posições compradas na BM & F.

O resultado do fluxo cambial confirma a percepção de que a elevação recente da taxa não tem sustentabilidade, não passando de um movimento puramente especulativo , avalia.

Tal comportamento contraditório do câmbio também foi observado no mês passado, só quem em direção contrária, ou seja, o fluxo cambial foi negativo, mas a moeda estrangeira perdeu valor ante o real.

Segundo o especialista, essas posições compradas começam a ser desfeitas, com os agentes se dando conta da falta de sustentabilidade de uma trajetória de alta no preço da moeda norte-americana. O que afasta essa possibilidade de valorização é o fato de a moeda brasileira estar apoiada em uma taxa de juros elevada, além de o país não apresentar problemas graves no seu quadro macroeconômico.

Quem ganha com esse movimento são os bancos, que fazem a outra ponta da operação, vendendo para os estrangeiros no mercado futuro. E agora recompram o dólar a um preço mais baixo.

Ainda de acordo com Nehme, da mesma forma que especular contra o dólar conduzindo o preço da moeda americana a R$ 1,55 no mês de julho revelou-se um erro, a sinalização atual aponta que forçar a taxa a buscar R$ 1,640 também é um movimento equivocado.

Para Nehme, o preço deve convergir para R$ 1,600, mas com alguma resistência.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG