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Mercados: Dólar fecha a R$ 1,616 e marca o sexto dia seguido de alta

SÃO PAULO - A queda no preço das commodities e o conseqüente fortalecimento do dólar ante o euro e a libra seguem determinando o rumo da taxa de câmbio no mercado brasileiro. Além do fator externo, a saída de moeda e o ajuste de posições do mercado futuro também influenciam sobre o preço do real.

Valor Online |

Depois de uma breve tentativa de baixa na abertura dos negócios, o dólar comercial fechou a segunda-feira com alta de 0,43%, a R$ 1,614 na compra e R$ 1,616 na venda. Com seis pregões seguidos de alta, a divisa acumula valorização de 3,6%, desde a mínima de R$ 1,559 atingida em 1º de agosto.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda apresentou valorização de 0,37%, para R$ 1,614. O volume financeiro somou US$ 193,5.

Segundo o gerente da mesa de câmbio da Corretora Souza Barros, Vanderlei Arruda, a valorização do dólar é um movimento global e, para alguns analistas, a baixa do dólar ante outras dividas já teria atingido o seu limite.

De acordo com o especialista, o que promove tal ajuste é a visão de que o pior da crise já teria ficado para trás nos Estados Unidos e que agora os reflexos da crise começam a ser sentidos nas demais economias, como Europa e Ásia.

Tal percepção também promove um arrefecimento no preço das matérias-primas, com os agentes fazendo o movimento inverso do observado até pouco tempo, ou seja, passaram a vender ativos reais e buscar proteção no dólar.

Esse ajuste deverá se estabelecer durante esta semana, mas tudo ainda depende do comportamento do mercado externo, afirma.

Ainda de acordo com Arruda, dentro desse contexto os investidores estão desfazendo posições aqui e mandando dólares para fora.

Mas ele avalia que o fluxo de investimento de longo prazo continua intenso, compensando o nervosismo do capital de curto prazo e contendo uma oscilação mais acentuada da moeda estrangeira. Outro fator a impedir uma alta mais acentuada do dólar é o atrativo diferencial de juros oferecido pelo Brasil.

Esse volume de entrada ainda deve segurar as cotações sem grandes oscilações, afirma Arruda, indicando que no curto prazo o dólar deve seguir perto de R$ 1,60.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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