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Mercados: Dólar encerra em baixa de 3,56%, ajudado pelo BC

SÃO PAULO - As operações do Banco Central, que realizou leilões de linha e de swap cambial num total de cerca de US$ 2,363 bilhões, deram forte incentivo para a baixa do dólar comercial nesta jornada. Sem pressões externas relevantes, as ofertas conseguiram dar liquidez ao mercado e permitir um ajuste na cotação da divisa.

Valor Online |

No ajuste final dos negócios, a moeda encerrou a R$ 2,242 na compra e R$ 2,244 na venda, com queda de 3,56%. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 2,23. Na máxima, a R$ 2,322. O giro interbancário foi de US$ 3,535 bilhões. Na roda de dólar pronto da BM & F, o movimento foi de US$ 376 milhões. Lá, a moeda caiu 3,57%, para R$ 2,244 também.

No entendimento dos agentes, as operações do Banco Central estão tendo mais efeito desde a última quinta-feira, quando a moeda caiu 3,15%. Naquele dia, o BC informou que tem US$ 50 bilhões para colocar no mercado em swap cambial, caso seja preciso. O aviso deu mais tranqüilidade ao mercado.

Isso não impediu que a moeda fechasse em alta na sexta-feira, mas no último pregão a tensão dos mercados foi bastante forte. Como hoje os mercados internacionais tiveram uma trégua na forte volatilidade dos últimos dias, as ferramentas do BC tiveram mais efeito na cotação.

Outro fator que pode ter tido influência para a queda no preço da moeda é o aviso feito pelo banco Itaú, de que os compromissos a receber de empresas com operações de dólar no mercado futuro se resumem a R$ 2,4 bilhões. É um montante modesto comparado ao que alguns agentes vinham esperando, de R$ 20 bilhões como um todo.

Parte da valorização do dólar também tinha como justificativa as apostas no mercado futuro contra a moeda brasileira, tendo em vista a suspeita de uma grande necessidade de moeda americana das companhias para honrar compromissos cambiais com os bancos.

Jason Vieira, analista da Up Trend, afirma que o mercado ficou mais tranqüilo após grandes bancos como Bradesco, Itaú e Unibanco mostrarem resultados positivos. Desde que o governo anunciou, na semana passada, a autorização para que bancos privados possam ser adquiridos por bancos públicos, o mercado vinha temendo haver problemas no sistema financeiro nacional. "Hoje a avaliação é de que foi uma medida preventiva", diz Vieira.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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