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Mercados: Dólar cai 7,30% e fecha na mínima do dia, a R$ 2,145

SÃO PAULO - A depreciação do dólar comercial foi reforçada na reta final dos negócios, em movimento que se deve não só à percepção de recuperação no mercado externo, mas também à decisão do Banco Central (BC) de aliviar ainda mais o compulsório. A autoridade monetária disse que pretende liberar até R$ 100 bilhões em liquidez adicional aos bancos.

Valor Online |

Entre as medidas que já foram detalhadas, está a possibilidade de os bancos usarem R$ 20 bilhões para comprar dólares do BC em leilões de linha, que existe a venda de moeda com compromisso de recompra.

O dólar passou por um ligeiro ajuste de baixa no final das transações e encerrou com queda 7,30%, cotado a R$ 2,143 para a compra e R$ 2,1450 para a venda, na mínima do dia. O giro interbancário chegou a US$ 1,337 bilhão. Na roda de dólar "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda caiu 7,91% e fechou valendo R$ 2,141, com giro financeiro de US$ 227,50 milhões.

O BC informou logo cedo que pretende implantar um programa de liberação integral dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos a prazo, sobre os depósitos interfinanceiros e sobre a exigibilidade adicional de depósitos à vista e a prazo. A previsão é de injetar R$ 100 bilhões no mercado.

Mario Battistel considera que a iniciativa do BC é importante, mas lembra que as empresas precisam de linhas externas para poderem exportar, o que dependeria de outras medidas por parte da autoridade monetária. Segundo ele, o maior efeito para o recuo do preço da moeda no mercado local veio da percepção de que os governo de países desenvolvidos atuam coordenadamente para atender à demanda por liquidez.

Além da oferta de garantia de liquidez em dólar, o quanto for necessário, anunciada pelo Fed, BCE e outros três grandes bancos centrais, foram estendidas garantias de depósitos interbancários na zona do euro até o final do ano que vem, além de propostas de recapitalização de bancos em dificuldades, que devem ser anunciadas em cada país no decorrer desta semana. A inglaterra liberou US$ 63 bilhões para essa finalidade em três bancos do país.

Tamanha foi a correção da cotação da moeda, que o Banco Central não precisou atuar na ponta de venda no mercado à vista. Ainda assim a autoridade monetária cumpriu o leilão de swap cambial e colocou parcialmente os contratos dos dois lotes ofertados, somando apenas US$ 495,5 milhões do total de US$ 1,774 bilhão oferecidos das 12h45 às 13h.

Depois da operação, a moeda ficou travada em queda de pouco mais de 6%. Embora o mercado à vista não tenha limite de oscilação, na BM & F os contratos futuros de dólar com vencimento em novembro estavam limitados a 6% de queda ou de aumento, o que influencia também as variações a vista, ainda que indiretamente. Às 16h30, quando o pregão já estava praticamente encerrado, a BM & F elevou o limite dos contratos futuros para 8%, o que permitiu à moeda no mercado à vista aprofundar um pouco mais a desvalorização.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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