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Mercados: Dólar atinge R$ 2,38 e acumula alta de 25% neste mês

SÃO PAULO - O dólar comercial sofreu pressão adicional importante nesta jornada, influenciado por um movimento global de valorização da moeda americana e pela saída de estrangeiros. Além disso, os negócios com contratos futuros de dólar chegaram ao limite de alta de 6% estabelecido pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F).

Valor Online |

Essa trava de alta no futuro coloca indiretamente também um limite para a alta da moeda negociada à vista.

No ajuste final dos negócios, a moeda fechou cotada a 2,378 para a compra e R$ 2,380 para a venda, com aumento de 6,67%. É a maior cotação desde o dia 24 de maio de 2006 (R$ 2,40). Com a variação de hoje, a divisa já acumula alta de 25% neste mês.

Agentes do mercado ressaltam que a apreciação da moeda americana ocorreu em todas as praças internacionais, devido ao aumento da cautela com a recessão nos países desenvolvidos. Como o real foi uma moeda muito procurada na onda de liquidez farta, é também uma das divisas que mais sofre no aperto do cenário.

Além disso, o mercado acredita que muitos investidores tiveram perdas no mercado de contratos futuros da BM & F e estão deixando o país. O giro interbancário hoje ficou acima da média dos últimos dias e atingiu US$ 3,068 bilhões.

Assim como já tinha acontecido ontem, a alta da moeda não foi domada nem pelos leilões do BC. A autoridade monetária fez dois leilões de moeda no mercado à vista. Um pela manhã, com taxa de corte de R$ 2,3560, e outro na reta final do pregão, com taxa de R$ 2,3750. Além disso, o BC fez leilão de swap cambial, com colocação de cerca de US$ 515 milhões em 10 mil contratos, vendidos em dois leilões.

João Medeiros, diretor de câmbio da Pionner, destaca que a valorização da moeda está amparada na falta de liquidez. Dados de fluxo divulgados pelo Banco Central hoje que a saída de dólares do país aumentou na semana passada, com o saldo negativo do fluxo cambial do mês aumentando de US$ 1,089 bilhão até o dia 10, para US$ 3,751 bilhões até a sexta-feira passada (17).

"As exportações giravam US$ 4 bilhões por mês, neste mês haverá metade disso", diz Medeiros, afirmando que as empresas estão começando a desistir de esperar pela acomodação da moeda e podem começar a comprar para honrar os compromissos pendentes. "Se elas começarem a comprar a moeda chegará facilmente nos R$ 3", afirma.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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