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Mercados: DIs voltam ajustar para baixo na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros voltam a ajustar para baixo na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) acompanhando o movimento de recuperação nos mercados mundiais depois do caos da segunda-feira, provocado pela rejeição do projeto de resgate ao setor financeiro norte-americano. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,11 ponto percentual, para 14,60%. Janeiro 2011 tinha baixa de 0,18 ponto, a 14,47%, e janeiro 2012 apontava 14,34%, desvalorização de 0,23 ponto.

Valor Online |

Na ponta curta, outubro de 2009 registrava estabilidade a 13,61%. Novembro de 2008 subia 0,01 ponto, para 13,63%. Dezembro de 2008 marcava 13,86%, sem alteração, e o DI para janeiro de 2009 era negociado a 14,01%, também estável.

O professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, aponta que diante da instabilidade do sistema financeiro mundial, o mercado perde a sua racionalidade, mas observando pelo lado dos fundamentos, os juros futuros têm embasamento para cair mesmo. "A tendência de longo prazo é de redução de taxa de juros e o mercado antevê isso", afirma.

A inflação segue em trajetória de baixa e deve fechar o ano abaixo do teto da meta, que é de 6,5% para o Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA). Além disso, o quadro de menor crescimento econômico que se configura no Brasil e no mundo diminui a possibilidade de pressão de preços durante o ano que vem.

Segundo o especialista, o maior ponto de incerteza na configuração de tal cenário é o comportamento do dólar, que caso continue avançando e se sustente próximo ou acima de R$ 2 acaba prejudicando a dinâmica inflacionária. "Mas não vejo o dólar acima de R$ 2, ele deve voltar para próximo de R$ 1,80", afirma.

Partindo dessa avaliação, Leite aponta que a atuação mais adequada do Banco Central seria parar de subir a taxa de juros e considerar uma redução no custo do dinheiro já no ano que vem. "Com a economia mundial esfriando e com restrição de crédito seria um contra-senso continuar subindo os juros", avalia.

Ainda de acordo com o professor, se tiver uma nova alta na taxa Selic na reunião de outubro, ela será bastante pequena, com uma alta de 0,25 ponto percentual.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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