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Mercados: DIs tiveram mais um dia de redução de taxas na BM F

SÃO PAULO - As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam o pregão desta terça-feira na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) com baixa expressiva, em movimento promovido por um conjunto de fatores. Além das apostas dos investidores sobre o rumo do juro básico local, ainda não consensual, o mercado sente o alívio da redução do estresse no cenário externo.

Valor Online |

Lá fora, a liquidez começa gradualmente a se normalizar e a aversão a risco está um pouco mais acomodada.

Ao final do pregão, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2010 fechou em queda de 0,72 ponto percentual, a 15,86% ao ano. O vencimento janeiro 2011 apontou baixa de 0,88 ponto percentual para 16,72%. O contrato para janeiro de 2012 projetava 17,60%, recuo de 0,55 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro era o único contrato a apontar ajuste de alta, com aumento de 0,04 ponto percentual, para 13,80% ao ano. O vencimento para dezembro de 2008 aponta 13,85% ao ano, com recuo de 0,07 ponto percentual. O DI para janeiro de 2009 encerrou a 13,90% ao ano, com recuo de 0,23 ponto percentual.

Até as 16h20, antes do ajuste final de posições, foram negociados 486.050 contratos, equivalentes a R$ 43,07 bilhões (US$ 19,12 bilhões). O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 250.005 contratos, equivalente a R$ 24,41 bilhões (US$ 10,84 bilhões).

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Gradual Corretora, diz que outra explicação para o ajuste nas taxas de contratos longos está criação, pelo Tesouro, de uma porta de saída para título prefixados de longo prazo, no caso as Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), que têm pouca liquidez e estavam sendo carregadas com dificuldade pelos investidores. Desde a semana passada o Tesouro vem fazendo leilões de compra desses títulos e reduzindo a exposição do mercado a esses papéis.

Ainda ponta de longo prazo, onde operam mais estrangeiros, os agentes ponderam que a diminuição do nível de aversão a risco nos últimos dias permitiu uma correção dos prêmios, que estavam muito fora da realidade depois de terem passado por semanas de alta.

Nos contratos de curto prazo, o movimento dos prêmios continua mais associado ao comportamento do dólar, que é de baixa desde ontem, bem como às previsões em relação ao rumo da taxa Selic. O mercado ainda está dividido sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será anunciada amanhã à noite.

A incerteza envolve a possibilidade de continuidade do ciclo de alta de juros, ainda que de menor porte, devido à pressão inflacionária derivada da alta do preço do dólar. Também há apostas na manutenção da taxa, devido à perspectiva de desaceleração econômica global gerada pela crise financeira.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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