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Mercados: DIs têm nova alta na BM F por influência de humor externo

SÃO PAULO - A irracionalidade voltou a dominar os mercados globais nesta jornada e contaminou completamente o humor local. Mesmo sem notícias de bancos quebrando, os agentes voltaram a exagerar na cautela devido a indicadores econômicos ruins nos Estados Unidos, como o de vendas no varejo.

Valor Online |

O entendimento é de que os dados já indicam recessão na maior economia do mundo.

Assim, além da queda na bolsa e de apreciação do dólar por aqui, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros bancários (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) fecharam com alta expressiva, repetindo o movimento de ontem.

Ao final do pregão, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,05 ponto percentual, a 14,73% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou a 15,21%, com alta de 0,11 ponto percentual. O vencimento de janeiro de 2012 projetava 15,63%, ganho de 0,15 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para novembro subiu 0,01 ponto percentual, para 13,71% ao ano. O vencimento de dezembro fechou a 13,82%, com alta de 0,02 ponto percentual. Apenas o DI para janeiro de 2009 teve um pequeno ajuste, de baixa, de 0,01 ponto, a 13,92%.

Até as 16h20, antes do ajuste final de posições, foram negociados 352.850 contratos, equivalentes a R$ 29,476 bilhões (US$ 14,179 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 155.370 contratos, equivalentes a R$ 13,157 bilhões (US$ 6,328 bilhões).

Newton Rosa, economista da Sul América Investimentos, acredita que o movimento é exagerado tanto lá fora como aqui dentro, mas não vê melhora no curto prazo. "Vamos ter que nos acostumar com instabilidade nas próximas semana, até que as medidas tomadas pelos BCs do mundo todo resultem efetivamente em aumento de liquidez e restauração da confiança", diz.

Segundo ele, toda a correção de alta das taxas de juros está associada ainda à aversão a risco. Aqui no Brasil, os agentes temem efeitos do aperto de crédito sobre o desempenho das empresas e sobre a economia real. Sem linhas para exportação, os empresários precisam de dólares para fazer suas operações, mas a falta de moeda continua pressionando o valor da divisa frente ao real, que voltou a subir hoje.

A alta da moeda também é um fator de preocupação para os agentes que operam no mercado de juros futuros. Os investidores associam a alta da moeda americana a um processo inflacionário, embora muitos economistas venham afirmando que a queda dos preços de commodities deve compensar a apreciação da moeda no câmbio local.

Seja como for, a análise de curto prazo ainda é de irracionalidade dos mercados, o que deve garantir novos pregões de ajustes generosos nos próximos dias.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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