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Mercados: DIs têm leve avanço em dia de realização de lucros

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros revertem as perdas registradas na abertura dos negócios e passam a apontar para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A alta nos vencimentos acontece mesmo com a melhora nas projeções de inflação contidas no boletim Focus, do Banco Central (BC).

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subia 0,03 ponto percentual, para 14,62%. Janeiro 2011 registrava alta de 0,04 ponto, para 14,32%. E janeiro 2012 apontava 14,08%, valorização de 0,08 ponto.

Na ponta curta, outubro de 2008 aumentava 0,01 ponto, a 13,12%, e janeiro de 2009 opera estável, projetando a 13,72%.

O analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, comentou que a leve alta nos vencimentos pode ser observada como um movimento de realização de lucros depois das quedas acentuadas da semana passada.

Sobre o Focus, Goulart afirma que os dados vieram melhores, mas chama atenção para o fato de que a melhora nas projeções ficou restrita a 2008, função direta da queda na inflação corrente e coletas de preços em patamares mínimos. Mas isso não é garantia para 2009. Para o ano que vem, a inflação segue em 5% , pondera.

De acordo com a sondagem do BC, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2008 em 6,45%, dentro da meta de inflação que tem teto em 6,5%. Para 2009, a projeção segue ancorada em 5%, pela quarta semana consecutiva.

Além dos indicadores de inflação, o analista acredita que os dados de atividade também pedem atenção. O Banco Central bateu muito nesta tecla de descompasso entre oferta e demanda. Não adianta só a inflação desarmar. Precisam mais dados para melhorar a expectativa do BC.

Por essa razão, e pelo recente discurso de participantes do BC, Goulart acredita que um novo aumento de 0,75 ponto percentual na Selic em setembro está praticamente dado. Para outubro e dezembro, data dos dois últimos encontros do Comitê de Política Monetária (Copom), o ajuste deve voltar para 0,5 ponto. Com isso, a taxa básica fecharia o ano em 14,75%.

Tal projeção também é dividida pelos participantes do mercado. No Focus, a expectativa para a Selic também está em 14,75%, avançando de 14,5% da pesquisa anterior.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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