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Mercados: DIs têm forte baixa com aprovação de plano mais próxima

SÃO PAULO - Acompanhando a melhora de humor no cenário externo, os contratos de juros futuros encerraram a quinta-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). A aversão ao risco caiu refletindo a proximidade de um acordo final entre os congressistas norte-americanos para aprovação do plano de resgate do setor financeiro.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,10 ponto percentual, a 14,72% ao ano. O vencimento janeiro 2011 teve desvalorização de 0,22 ponto, apontando 14,63%, e Janeiro 2012 projetava 14,53%, perda de 0,28 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 caiu 0,02 ponto, para R$ 13,59%. Novembro 2008 fechou estável a 13,65%. Dezembro de 2008 encerrou com perda de 0,01 ponto, a 13,87%, e o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,01 ponto, fechando a 14,06% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 406.365 contratos, equivalentes a R$ 33,71 bilhões (US$ 18,27 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 232.960 contratos, equivalentes a R$ 19,57 bilhões (US$ 10,61 bilhões).

Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, o mercado todo se comportou conforme as expectativas de aprovação do projeto de US$ 700 bilhões para salvar o setor financeiro nos EUA.

Os congressistas norte-americanos deram um passo rumo à aprovação do plano na tarde de hoje, quando republicanos e democratas chegaram a um acordo base sobre o projeto.

De acordo com Folchini, se aprovado, o plano tira da pauta a preocupação com uma quebradeira sistêmica de bancos e outras instituições financeiras. Em um primeiro momento, os ativos que estão com seus valores distorcidos devem se ajustar, mas uma recuperação de preço dependerá dos detalhes sobre a implementação do projeto.

Voltando o foco para o mercado interno, Folchini avalia que três fatores têm efeito positivo sobre a dinâmica de juros no país.

O primeiro deles é a inflação, que segue recuando. O segundo vem com a contenção da crise nos Estados Unidos, o que deve resultar em menor contaminação da economia interna.

O terceiro e último ponto também tem relação com a situação externa. Mesmo com os bancos sendo resgatados, o especialista aponta que a restrição ao crédito ainda deve perdurar. Essa retração na oferta de dinheiro deve conter o ritmo de crescimento da economia brasileira, aliviando um dos pontos de preocupação do Banco Central, que é o descompasso entre oferta e demanda. "Se o BC perceber que vai ter uma retração de crédito, ele sobe menos os juros", avalia.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional realizou leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). De acordo com o resultado prévio, todas as 1,15 milhão de LTNs ofertadas foram colocadas, movimentando R$ 988 milhões. E todas as 450 mil NTN-Fs colocadas à disposição foram vendidas, com giro financeiro de R$ 393,5 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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