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Mercados: DIs sobem mais à espera de dados de inflação e ata do Copom

SÃO PAULO - À parte do bom humor externo e da queda no preço do petróleo, os contratos de juros futuros de vencimento mais longos tiveram mais um pregão de alta nesta terça-feira.

Valor Online |

Segundo o economista do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, a inclinação da curva reflete a cautela dos agentes às vésperas do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que sai amanhã, e da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), esperada para a quinta-feira.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com alta de 0,06 ponto, a 14,90% ao ano. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,07 ponto, a 14,65%, e janeiro 2012 avançou 0,09 ponto, para 14,28%.

Entre os curtos, agosto de 2008 encerrou o dia com perda de 0,02 ponto, a 12,81%. Setembro de 2008 teve alta de 0,01 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 ficou estável em 13,06%, e o vencimento janeiro de 2009 teve alta de 0,01 ponto, para 13,70%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 411.470 contratos, equivalentes a R$ 34,29 bilhões (US$ 21,76 bilhões), montante 54% maior do que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 225.330 contratos, equivalente a R$ 18,47 bilhões (US$ 11,72 bilhões).

Ainda de acordo com Neto, do Schahin, os DIs tiveram uma queda forte logo após a reunião do Copom, atingindo um patamar no qual baixas adicionais se tornaram pouco justificadas.

O economista espera que, na ata, o colegiado do Banco Central exponha um cenário pouco favorável para trajetória de inflação e atividade para justificar o aceleração no ritmo de alta da Selic, de 0,5 ponto, para 0,75 ponto percentual.

Neto também acha pouco provável que o BC sinalize que em função das altas mais fortes, o ciclo possa acabar mais cedo. O ajuste deve ir até o final do ano ou janeiro de 2009, afirma.

Segundo o especialista, a ata também deve consolidar as expectativas em torno de mais uma elevação de 0,75 ponto no juro básico em setembro. Para Neto, o que o BC viu de negativo para justificar a atitude mais forte agora não deve melhorar em 45 dias.

Para amanhã, a expectativa recai sobre a inflação no atacado. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) traz o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) referente ao mês de julho. A previsão é de alta de 1,83%, desacelerando de 1,98%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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