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Mercados: DIs sobem em dia de poucos negócios

SÃO PAULO - Reagindo aos dados do boletim Focus e ao Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os contratos de juros futuros encerraram a segunda-feira em alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com alta de 0,07 ponto, a 14,84% ao ano. O vencimento janeiro 2011 também subiu 0,07 ponto, a 14,58%. E janeiro 2012 avançou 0,08 ponto, para 14,19%.

Entre os curtos, agosto de 2008 encerrou o dia com ganho de 0,01 ponto, a 12,83%. Setembro de 2008 teve baixa de 0,01 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 valorizou 0,03 ponto, para 13,06%. E o vencimento janeiro de 2009, que teve alta de 0,01 ponto, para 13,69%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 266.620 contratos, equivalentes a R$ 22,84 bilhões (US$ 14,51 bilhões), cerca de metade do observado na sexta-feira e um dos menores volumes do ano. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 101.480 contratos, equivalente a R$ 8,32 bilhões (US$ 5,28 bilhões).

Para o gerente de renda fixa do Banco Prosper, Carlos Cintra, mais um fator que contribuiu para a alta nos vencimentos foi o comportamento da coleta de preços, que piorou no final da semana passada colocando fim a uma trajetória de queda iniciada desde o dia 1º de julho.

No entanto, Cintra destaca que o pregão de hoje é pouco indicativo de tendência, devido ao baixo volume de negócios.

O dia começou com o IPC da Fipe, que subiu 0,56% na terceira leitura de julho ante 0,59% da medição anterior. Apesar de menor, a inflação ficou acima da mediana das expectativas, que apontava 0,52%.

Os agentes também observaram as projeções do Focus, que indicou nova piora na estimativa de inflação para 2008. A mediana aponta para Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,58% no encerramento do ano, contra 6,53% da semana anterior. Para 2009, a previsão seguiu em 5%.

Na avaliação de Cintra, os dados estão dentro do esperado. A contínua piora na visão para 2008 reflete eventos pontuais do ano e que escapam às ações de política monetária. Já a estabilidade para 2009 demonstra a crença de que o aperto de juros terá seu efeito concentrado durante o ano que vem.

Mesmo depois de o Banco Central elevar a Selic em 0,75 ponto percentual, a visão dos agentes para o ciclo total de aperto monetário não sofreu alteração. A mediana das expectativas aponta para Selic em 14,25% no encerramento do ano.

De acordo com Cintra, isso demonstra que os participantes do mercado acreditam que o aumento de juros mais vigoroso agora resultará em ciclo de menor amplitude.

Na avaliação do especialista, essa expectativa de que o tamanho total do aperto monetário será menor ficou visível nas curvas durante a semana passada, com a alta nos vencimentos curtos e o recuo nos longos.

Para o gerente, ainda é cedo para tentar estimar o comportamento do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de setembro, mas o colegiado deve optar por uma nova elevação de 0,75 ponto. Mas isso ainda depende do desenrolar da inflação e qual será o impacto das altas de juros já efetuadas.

Com preços comportados e atividade menos aquecida, o BC pode voltar ao ritmo de 0,5 ponto percentual na reunião de outubro, com possibilidade de encerrar o ciclo em dezembro com taxa estável em 14,25%, aponta o especialista.

Cintra destaca que a instabilidade no preço das commodities também dificulta a formação de expectativas para as taxas de juros. O preço da energia e dos alimentos, principal fonte de pressão inflacionária, já caiu de forma acentuada nas últimas semanas, mas não há certeza de que tal movimento seja sustentado.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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