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Mercados: DIs sobem com IPCA-15 apontando alta na inflação de serviços

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros reverteram as perdas observadas no começo do pregão e passam a apontar para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O avanço nos vencimentos ocorre mesmo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficando abaixo do esperado em agosto.

Valor Online |

Segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prévia da inflação oficial apontou alta de 0,35% em agosto, desacelerando de 0,63% em julho.

O analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, afirma que o índice cheio conta muito pouco da história da inflação. O dado é preocupante, os núcleos apontam para uma coisa bastante diferente , pondera.

Reagindo a isso, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subia 0,07 ponto, para 14,73%. Janeiro 2011 registrava estabilidade a 14,28%. E janeiro 2012 apontava 14,04%, valorização de 0,06 ponto.

Na ponta curta, setembro e outubro de 2008 operavam estáveis a 12,88% e 13,22%, respectivamente. Novembro de 2009 ganhava 0,01 ponto, para 13,40%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,86%, elevação de 0,03 ponto.

Segundo o especialista, o IPCA-15 é influenciado pela forte retração dos alimentos, mas outros itens subiram, como serviços, que foram de 0,24% para 0,52%. E isso tem tudo a ver com demanda, não é tanto uma questão de custo , afirma.

Outro ponto que gera preocupação são os itens administrados (energia, água, telefonia), que também aceleraram, de 0,41% para 0,57%. Goulart destaca que, se os alimentos forem excluídos, o índice de difusão registra alta de 60% para 66%, ou seja, um número de maior de itens apresentou aumento de preço. Temos uma piora na qualidade da inflação , resume.

Quanto ao comportamento dos preços administrados, Goulart chama atenção que essa é uma inflação de caráter mais persistente, que reflete ainda o elevado grau de indexação da economia brasileira. Mesmo com os IGPs desacelerando, a inflação medida por esses índices segue acima de dois dígitos, o que deve resultar em reajustes acentuados durante 2009. Além disso, depois de contratada, tal inflação é insensível às alterações na taxa de juros.

O especialista nota que a evolução da inflação cheia é positiva, mas essa pressão nos núcleos não permite que o Banco Central (BC) mude seu plano de vôo. A expectativa segue de aumento de 0,75 ponto percentual na taxa Selic na reunião de setembro e, com dados como os apresentados hoje, ganha visibilidade uma terceira alta de mesma magnitude em outubro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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