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Mercados: DIs seguem ajustando para baixo; crise limita crédito

SÃO PAULO - Descolados da apreciação do dólar e da acentuada queda na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), os contratos de juros futuros operam em baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,04 ponto percentual minutos atrás, para 14,62%. Janeiro 2011 tinha baixa de 0,06 ponto, a 14,50%.

Valor Online |

E janeiro 2012 apontava 14,33%, desvalorização de 0,03 ponto.

Na ponta curta, novembro de 2008 subia 0,01 ponto, a 13,64. Dezembro de 2008 também ganhava 0,01 ponto, a 13,88%. Já o DI para janeiro de 2009 era negociado a 14,02%, queda de 0,01 ponto percentual.

O economista-chefe da Corretora Liquidez, Marcelo Voss, observou que o mercado de juro passa por um momento atípico, com a crise externa contribuindo para a queda na inflação e redução de atividade econômica. " Por incrível que parece o Banco Central é beneficiado pela turbulência externa. "
Ainda de acordo com Voss, outro ponto que contribui para a baixa nas curvas são os preços das commodities caindo mais do que o dólar aprecia ante o real, ou seja, o efeito líquido é positivo para a inflação.

Voss aponta que a crise externa deve resultar em restrição de crédito, ajudando o BC na tarefa de aperto monetário. Para o economista, o enxugamento global do crédito está fazendo algo que o governo poderia ter feito antes, como impor restrições aos empréstimos para pessoa física.

Essa forte mudança de cenário também afeta as expectativas sobre a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo Voss, se a situação externa continuar deteriorando, resultando em rápida contração do crédito no mercado interno, o Banco Central (BC) pode manter a taxa de juro estável em 13,75% na reunião de outubro. Por ora, o cenário mais provável é de redução no ritmo de ajuste para 0,5 ponto percentual ou 0,25 ponto percentual.

Voss também chama atenção para os dados do boletim Focus, que apontou nova retração na projeção de inflação para 2008 e 2009.

Na estimativa para esse ano, a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 6,23%, para 6,14%. Para o ano vem, a mediana aponta 4,90%, contra 4,97% na medição anterior. Uma redução significativa na visão do especialista.

Os agentes também diminuíram a previsão de crescimento do PIB em 2009, de 3,60% para 3,55%. Na avaliação de Voss, a economia brasileira crescerá entre 3% a 3,2%.

Os investidores também assimilam hoje o relatório trimestral de inflação, no qual o Banco Central indicou que turbulência externa não deve afetar a dinâmica de crescimento da economia em 2008. A autoridade monetária revisou para cima a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,8% para 5%.

No relatório, o BC prevê Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,1% em 2008, leve alta de 0,1 ponto percentual sobre o estimado em junho.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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