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Mercados: DIs revertem e fecham o dia em alta na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros encerram a segunda-feira apontando para cima na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), recuperando as perdas observadas pela manhã. A alta no final do dia veio depois que os congressistas norte-americanos rejeitaram o plano de US$ 700 bilhões de resgate ao setor financeiro.

Valor Online |

A não aprovação do projeto trouxe pânico aos mercados, derrubando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em mais de 10% e puxando uma alta de 6,21% no preço do dólar, que vale mais de R$ 1,966.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,05 ponto percentual, a 14,71% ao ano, depois de bater 14,59% na mínima. O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,09 pontos, apontando, 14,65%, e Janeiro 2012 projetava 14,57%, ganho 0,21 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 fechou estável a R$ 13,61%. Novembro 2008 fechou com perda de 0,01 ponto, a 13,62%. Dezembro de 2008 também caiu 0,01 ponto, para 13,86%, e o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,02 ponto, fechando a 14,01% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 538.515 contratos, equivalentes a R$ 45,77 bilhões (US$ 24,67 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 260.295 contratos, equivalentes a R$ 21,91 bilhões (US$ 11,81 bilhões).

Segundo o analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, o mercado de juros estava bastante tranqüilo até a votação do projeto nos Estados Unidos. As curvas reagiam à queda nas expectativas de inflação. Segundo o Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2009 deve ficar em 4,9%, contra a previsão anterior de 4,97%.

Para Goulart, a derrota não era esperada e agora soma ainda mais incerteza ao já conturbado sistema financeiro internacional. "O mercado está ruim agora, mas se algum outro banco quebrar a situação pode piorar ainda mais, evidenciando que o plano era realmente necessário", afirma.

Ainda de acordo com o especialista, agora o mercado espera que o governo apresente uma nova proposta e a esperança é de que seja um pacote melhor.

Dentro desse ambiente, Goulart aponta que os juros futuros se apresentam como um ativo seguro, onde as apostas podem ser feitas com maior clareza, pois o cenário é claramente de contração econômica.

Voltando o foco para a condução da política monetária, Goulart aponta que ainda é cedo para montar apostas quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que estará reunido no final do mês de outubro. "Agora não cabem apostas de curto prazo. Cabem posições longas, apostando em alta menor na Selic em 2008 e queda eventual da taxa básica no segundo semestre de 2009", afirma.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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