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Lucro semestral do Bradesco é quarto maior do setor, diz Economatica

SÃO PAULO - O lucro de R$ 4,105 bilhões apresentado pelo Bradesco durante o primeiro semestre de 2008 é o quarto maior da história dos bancos brasileiros, segundo levantamento da consultoria Economatica.

Valor Online |

Para o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Alexandre Ferreira, o que pode explicar tal inversão é um movimento técnico de correção das curvas no final do dia.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 fechou com alta de 0,01 ponto, a 14,78% ao ano, depois de cair a 14,69% na mínima do dia. O vencimento janeiro 2011 ganhou 0,03 ponto, para 14,38%, e janeiro 2012 avançou 0,04 ponto, para 13,99%.

Entre os contratos curtos, destaque para o vencimento de outubro de 2008, o mais negociado hoje, que fechou a 13,08%, sem alteração. Setembro de 2008 subiu 0,04 ponto, para 12,88%, e janeiro de 2009 teve valorização de 0,03 ponto, para 13,74%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 803.520 contratos, equivalentes a R$ 70,60 bilhões (US$ 45,28 bilhões), montante mais de duas vezes maior que o movimentado na sexta-feira. O vencimento de outubro de 2008 foi o mais negociado, com 299.635 contratos, equivalentes a R$ 29,36 bilhões (US$ 18,83 bilhões).

Segundo Ferreira, até o ajuste de alta no final do pregão, o movimento de baixa nos vencimentos longos refletia, em grande parte, o recuo acentuado no preço das commodities.

Os agentes também assimilaram o boletim Focus, do Banco Central, que refletiu a recente rodada de dados de inflação menos pressionados. As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caíram de 6,58%, para 6,54%, no encerramento de 2008. Foi a primeira queda em 18 semanas. Também recuaram as expectativas para IGP-DI, IGP-M e IPC da Fipe. Para 2009, a estimativa seguiu ancorada em 5%, pela terceira semana consecutiva. No médio prazo deve ter também um recuo na projeção para 2009. Nada muito dramático, mas um recuo gradual, avalia Ferreira, do WestLB.

À parte das oscilações do dia-a-dia, o especialista afirma que a atuação mais pró-ativa do Banco Central, de subir a Selic em 0,75 ponto percentual, e reafirmar seu compromisso com a meta de inflação em 4,5% já em 2009, reduz a incerta quanto à condução da política monetária, o que explica o movimento recente de baixa nos DIs de horizonte mais dilatado.

Quanto à condução da política monetária, Ferreira acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) optará por uma nova alta de 0,75 ponto percentual na Selic na reunião de setembro, podendo voltar ao passo de 0,5 ponto nas reuniões de outubro e dezembro.

A dúvida maior, agora, é se o ciclo de aperto monetário termina em 2008 ou se estende-se até janeiro de 2009. Ferreira lembra que o BC não tem dado indicação de que essa melhora de curto prazo na inflação e nas commodities vai determinar sua atuação. O BC dá sinais de que a demanda doméstica é o fator que está olhando. A condução da política monetária visa fechar o hiato entre a oferta e a demanda, diz.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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