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Mercados: DIs precificam dados de inflação e alta do dólar

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros encerraram a sexta-feira apontando para baixo. Depois de um começo de pregão instável, os indicadores de inflação abaixo do esperado e a acentuada queda no preço das commodities acabaram determinando do rumo dos vencimentos futuros.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, fechou com baixa de 0,07 ponto, a 14,59% ao ano, enquanto o vencimento de janeiro 2011 ficou estável, a 14,28%. Na contramão, janeiro 2012 ganhou 0,05 ponto, para 14%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para setembro de 2008 perdeu 0,01 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 também cedeu 0,01 ponto, para 13,11%. Novembro de 2008 fechou estável, a 13,31%, e janeiro de 2009 se desvalorizou 0,01 ponto, a 13,72%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 577.625 contratos, equivalentes a R$ 48,91 bilhões (US$ 30,87 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 243.200 contratos, equivalentes a R$ 20,09 bilhões (US$ 12,68 bilhões).

Segundo o sócio-gestor da Paraty Investimentos, Rodrigo Donato, os dados de inflação que foram apresentados hoje foram indiscutivelmente melhores, ficando abaixo das expectativas. Além disso, o viés de baixa das curvas foi reforçado pela desvalorização acentuada das commodities, o que melhora a perspectiva de preços.

Pela manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que verificou alta de 0,44% na abertura deste mês, recuando de 0,53% no fechamento de julho. A FGV também apresentou o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que apontou deflação de 0,01% na primeira leitura de agosto, depois de uma alta de 1,55%.

Também abaixo do esperado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,53% em julho, caindo de 0,74% em junho.

No entanto, a forte valorização do dólar ante o real, diz o especialista, limitou um pouco a queda dos vencimentos futuros.

Para Donato, enquanto essa desvalorização do real for modesta, com taxa abaixo de R$ 1,65, o câmbio continuará contribuindo no controle de preços. Alguma preocupação surge se a taxa voltar para próximo de R$ 1,8, com velocidade acentuada.

Hoje, a moeda norte-americana completou o quinto pregão seguido de valorização ante o real, retomando o patamar de R$ 1,6. O ganho da semana passou de 3%. Segundo o especialista, essa alta reflete o movimento mundial de apreciação do dólar e, com menor intensidade, a forte saída de recursos do país observada desde o começo do mês.

Ainda de acordo com Donato, a queda nas commodities melhora a perspectiva de inflação, mas também tem um efeito negativo sobre as exportações brasileiras, pois reduz o valor das mercadorias vendidas ao exterior e, por conseqüência, deteriora as previsões para o saldo da balança comercial.

Voltando o foco para a condução da política monetária, o gestor afirma que, mesmo com os dados menos pressionados de inflação, mantém a previsão de alta da Selic em 0,75 ponto percentual em setembro. A inflação recente ajuda a vislumbrar um ciclo menor, mas não uma desaceleração do ritmo, afirma.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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