Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: DIs mudam de direção e fecham quinta-feira com alta

SÃO PAULO - Depois de operar com leve baixa durante a maior parte do pregão, os contratos de juros futuros retomaram a trajetória de alta na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF & F).

Valor Online |

Segundo o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, a queda nos prêmios de risco observada durante o pregão foi apenas um movimento técnico. Não tem fator que justifique isso.

Ao final da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 apresentou alta de 0,04 ponto percentual, para 13,47%, anuais. Janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com ganho de 0,05 ponto, a 15,39% ao ano, depois de cair a 15,26% na mínima. O vencimento janeiro 2011 valorizou 0,06 ponto, para 15,60%. E janeiro 2012 avançou 0,10 ponto, para 15,35%.

Na ponta curta, agosto e setembro de 2008 encerraram estáveis a 12,32% e 12,55%, respectivamente. E o vencimento para outubro de 2008 fechou a 12,79%, alta de 0,01 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 694.770 contratos, equivalentes a R$ 56,93 bilhões (US$ 35,60 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 420.145 contratos, equivalente a R$ 33,91 bilhões (US$ 21,20 bilhões).

Segundo Rosa, as curvas estão relacionadas com o quadro inflacionário, que ainda é negativo, e com a evolução das expectativas de inflação. Duas variáveis que determinam o rumo da política monetária.

De acordo com o economista, no nível atual, os juros futuros já embutem a possibilidade de altas de juros mais agressivas por parte do Banco Central. E a consolidação das expectativas pode vir com a apresentação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, na semana que vem.

Para o especialista, se a inflação oficial surpreender negativamente, ganha força a corrente de mercado que aposta em ajustes de 0,75 ponto percentual na Selic. Em abril e junho, o BC reajustou a taxa básica duas vezes em 0,5 ponto, fixando-a em 12,25% ao ano.

Ainda estou apostando no meio ponto, mas prefiro aguardar o IPCA e ver como ele vai impactar as expectativas. Se a projeção para 2009 encostar nos 5%, aumenta a chance de 0,75 ponto.

De acordo com o último boletim Focus, a mediana das previsões aponta IPCA em 4,8% no encerramento de 2009, leitura que supera o centro da meta de inflação de 4,5%.

Além das preocupações com o cenário interno, a aversão ao risco também cresce devido às dúvidas que cercam a economia norte-americana. Para Rosa, a retração do mercado de trabalho dos EUA, que perdeu vagas em todos os seis primeiros meses de 2008, mostra que o quadro recessivo ganha contornos mais nítidos em meio a preocupação mundial com a inflação e menor crescimento também para Europa.

O Tesouro Nacional realizou de leilão de tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG