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Mercados: DIs longos têm pregão de baixa na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem tendência definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os vencimentos longos ensaiam uma queda depois dos avanços registrados na abertura dos negócios, enquanto os curtos continuam apontando para cima.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 cedia 0,04 pontos, para 14,69%. Janeiro 2011 também registrava baixa de 0,04 ponto, para 14,26%. E janeiro 2012 apontava 13,96%, diminuição de 0,05 ponto.

Na ponta curta, setembro e outubro de 2008 avançavam 0,02 ponto cada, para 12,86% e 13,26%, respectivamente. Janeiro de 2009 era negociado a 13,88%, sem alteração.

Analisando o comportamento das curvas nas últimas duas semanas, o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, acredita que existe um descolamento entre a tendência inflacionária, mostrada pelos índices de preços e as expectativas, e a alta nas taxas futuras. Cabe lembrar que até ontem o vencimento janeiro de 2010, o mais líquido, acumulava prêmios por cinco pregões consecutivos.

Segundo o especialista, falta um entendimento por parte do mercado de que a taxa de juros não é apenas um instrumento de política monetária para combater a inflação. Ela representa, também, o custo do dinheiro. Como a oferta de crédito está reduzida em função da crise financeira internacional, as taxas futuras também refletem essa ausência de novos doadores de crédito.

Para Daoud, houve uma diminuição muito forte no número de investidores dispostos a emprestar dinheiro a uma taxa mais baixa. Tem a desculpa da demanda forte pressionando os preços, mas os juros futuros sobem porque ninguém está disposto a emprestar com as taxas nesses patamares devido à crise internacional.

O especialista comentou que essa ausência de doadores de crédito também explica a baixa liquidez que o mercado de juros tem vivenciado. Ontem mesmo, foram negociados menos de 200 mil contratos, um dos menores montantes do ano.

Daoud notou que a situação de escassez de crédito pressionando os vencimentos futuros é algo inédito em pelo menos 10 anos. Isso está causando uma confusão no mercado. A alta nas taxas não tem nada a ver com inflação, mas sim com a oferta de crédito , resume.

Tal percepção também pode ser alcançada observando o comportamento do mercado na rolagem da dívida do governo. A colocação de novas dívidas é mais difícil em função da baixa taxa oferecida. Isso contribui para explicar parte da redução do endividamento global do governo.

Além disso, não é à toa que o crédito ao consumidor continua crescendo. A pessoa física paga uma taxa média muito superior às taxas de mercado e àquelas oferecidas pelo governo.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza a primeira etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial das 15h às 16h. Essa etapa tem liquidação financeira. A segunda parte, amanhã, acontece por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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