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Mercados: DIs longos têm mais um pregão de baixa na BM F

SÃO PAULO - O dia negativo para as bolsas aqui e no exterior e a alta no preço do dólar não influíram na formação das curvas de juros futuros nesta sexta-feira. De acordo com o economista-chefe da Consultoria UpTrend, Jason Vieira, como na sessão de ontem, os vencimentos continuaram acompanhando o preço das matérias-primas.

Valor Online |

Pela manhã, os dados negativos sobre a economia norte-americana estimularam o investimento em commodities. Com isso, os juros futuros subiram. No decorrer do dia essas posições foram desfeitas e as commodities voltaram a perder valor no mercado internacional, puxando junto os prêmios de risco.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,04 ponto, a 14,64% ao ano. O vencimento janeiro 2011 também perdeu 0,04 ponto, a 14,18%. E janeiro 2012 desvalorizou 0,06 ponto, para 13,80%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 recuou 0,01 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,28%. Novembro de 2008 encerrou a 13,45%, baixa de 0,03 ponto. E o DI para janeiro de 2009 fechou com baixa de 0,02 ponto, a 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 632.290 contratos, equivalentes a R$ 54,11 bilhões (US$ 33,28 bilhões), montante 67% maior do que o registrado ontem e o maior já observado desde o dia 4 de agosto. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 223.720 contratos, equivalente a R$ 18,62 bilhões (US$ 11,45 bilhões).

Analisando o comportamento dos juros futuros durante o mês de agosto, Vieira destaca que o formato da curva praticamente não se alterou. Ou seja, os vencimentos curtos apontam para cima, refletindo o esperado aperto monetário, e os longos apontam para baixo, pois a atuação do BC agora reduz a incerteza inflacionária no futuro.

Segundo Jason, o mercado de DIs já começa a ficar mais movimentado em função da proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado se encontra na segunda semana de setembro.

Para o economista, o forte recuo da inflação e a expectativa de que o preço das matérias-primas pode cair mais um pouco abre espaço para que o Banco Central reduza o ritmo de ajuste na Selic para 0,5 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13% ao ano.

Ainda de acordo com Vieira, o BC deve subir a taxa básica em 0,5 ponto percentual mais um vez, na reunião de outubro, e fechar o ano com um ajuste menor, de 0,25 ponto.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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