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Mercados: DIs longos têm forte ajuste de baixa na BM F

SÃO PAULO - Depois de acompanhar a cotação do dólar no período da manhã, os contratos de juros futuros longos deixaram de oscilar conforme o preço da moeda estrangeira e encerraram a quarta-feira apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F).

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, mostrava baixa de 0,11 ponto percentual, para 14,71% ao ano, depois de bater 14,91% na máxima. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,20 pontos, a 14,35%. Janeiro 2012 desvalorizou 0,21 ponto, para 14,04%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 avançou 0,06 ponto, para a 13,52%. Novembro de 2008 aumentou 0,02 ponto, para 13,57%. Dezembro de 2008 subiu 0,03 ponto para 13,78%, e o DI para janeiro de 2009 acumulou 0,02 ponto, fechando a 13,97% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 881.905 contratos, equivalentes a R$ 75,49 bilhões (US$ 43,03 bilhões), o dobro do registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 321.075 contratos, equivalentes a R$ 26,80 bilhões (US$ 15,28 bilhões).

Segundo o economista do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, logo na abertura do pregão os agentes reagiram de forma automática à valorização do dólar, que beirava R$ 1,80, e ao forte crescimento da economia brasileira no segundo trimestre.

Mas no decorrer do dia, a alta do dólar perdeu um pouco de força, e os agentes passaram a analisar com mais calma os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu 6,1% no segundo trimestre em comparação com igual período do ano passado.

Segundo Neto, o que pode ter ajudado no recuo dos vencimentos foi a constatação de um forte crescimento na Formação Bruta de Capital Fixo. Ou seja, embora a demanda cresça de forma acentuada, os investimentos também estão avançando.

Além disso, os dados do trimestre não refletem, ainda, o ciclo de aperto monetário, iniciado em abril. Os efeitos do maior custo do dinheiro devem ser sentidos com mais intensidade no terceiro e quarto trimestres.

O especialista também afirma que o movimento das curvas, hoje, é mais instável do que o normal devido à formação das últimas apostas quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Não vejo nada que tenha mudado a expectativa quanto à decisão, mas o mercado devolve parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, diz.

Ainda de acordo com o economista, o colegiado do Banco Central deve anunciar, ao final da tarde de hoje, um novo reajuste de 0,75 ponto percentual na Selic, fixando o juro básico em 13,75% ao ano. Mas esse ritmo não deve ser mantido nas próximas reuniões. Em outubro, esperamos que o BC já tenha mudado de patamar, ajustando a taxa em 0,5 ponto, avalia.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou hoje a segunda etapa do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A liquidação acontece por meio da transferência de títulos. Também aconteceu resgate antecipado de NTN-Bs, foram ofertadas 364 mil notas em três vencimentos diferentes, mas apenas 23 mil foram tomadas, movimentando R$ 36 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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